Por que Wagner Moura saiu do Brasil?
O longa “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, entrou para a história ao conquistar quatro indicações ao Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Elenco e Melhor Ator. O reconhecimento internacional reacendeu a curiosidade do público sobre a vida pessoal do ator, que vive nos Estados Unidos há cerca de oito anos.
Natural da Bahia, Wagner Moura mora atualmente em Los Angeles, onde vive com a esposa, a fotógrafa Sandra Delgado, e os três filhos. A mudança aconteceu em meio à expansão de sua carreira para o mercado internacional, após anos de destaque em grandes produções da TV Globo.
A decisão de deixar o Brasil foi estratégica. O ator buscava novos desafios e oportunidades e a aposta deu certo. Em 2015, Wagner alcançou projeção mundial ao interpretar Pablo Escobar na série “Narcos”, da Netflix, papel que o consolidou em Hollywood. Anos depois, em 2020, voltou à plataforma no filme biográfico sobre o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, contracenando com Ana de Armas.
Nesta quinta-feira, 22, Wagner Moura também foi anunciado no elenco de “Maul: Lorde das Sombras”, nova série animada do universo Star Wars.Ele vai interpretar Brendan Lawson, um detetive policial de respeito, que está investigando acordos sombrios no planeta Janix ao lado de droide Two-Boots (Richard Ayoade, O Esquema Fenício).
Apesar do sucesso fora do Brasil, ele já deixou claro que não pretende viver definitivamente no exterior. Em entrevista ao PodPah, em 2024, o ator revelou o desejo de retornar ao país.
"Já está na hora. A gente sempre vai achando que vai ser pouquinho… Não quero passar o resto da minha vida lá de jeito nenhum", disse ele, ressaltando que o mais difícil seriam as amizades que seus filhos têm nos Estados Unidos.
Em entrevista à atriz Drew Barrymore, o baiano, de 49 anos, comentou que percebeu diferenças culturais marcantes após se mudar para fora do Brasil, especialmente no que diz respeito às demonstrações de afeto por meio do contato físico. “Quando eu gosto de alguém, alguém que eu admiro, eu gosto de abraçar”, disse Wagner, antes de trocar um abraço nela.
Segundo ele, a adaptação não foi imediata. “Eu tive que me adaptar, quando eu me mudei há sete anos. Muitos americanos não ficam confortáveis com isso [com o contato físico]”, completou.