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Perdeu a linha? Juliano Cazarré rebate críticas após polêmica e solta o verbo

Ator voltou a defender o evento "O Farol e a Forja" e respondeu às declarações de Eduardo Moscovis sobre a comparação entre violência contra homens e mulheres

11 set 2026 - 16h06
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Resumo
Juliano Cazarré usou as redes sociais para rebater críticas ao seu evento "O Farol e a Forja", voltado a temas como família e masculinidade. O desabafo ocorreu após comentários de Eduardo Moscovis sobre declarações anteriores de Cazarré a respeito de estatísticas de violência de gênero. Negando acusações de machismo ou radicalismo no encontro, Cazarré afirmou ser alvo de distorções, defendeu a proposta do projeto sobre paternidade e disse manter uma postura cordial mesmo com os colegas divergentes.

Juliano Cazarré voltou a se manifestar sobre a polêmica envolvendo o evento "O Farol e a Forja", idealizado por ele e realizado em julho, em São Paulo. Na manhã desta sexta-feira (11/9), o ator publicou um longo desabafo nas redes sociais e afirmou que o encontro foi interpretado de maneira equivocada por parte do público.

Juliano Cazarré
Juliano Cazarré
Foto: Reprodução/ GloboNews / Contigo

A nova declaração aconteceu após uma fala de Eduardo Moscovis em entrevista ao canal do YouTube "Papo Amado", apresentado pelo jornalista Guilherme Amado. O ator questionou comparações feitas anteriormente por Cazarré envolvendo os índices de violência contra homens e mulheres.

Cazarré reage a declaração de Eduardo Moscovis

Moscovis e Cazarré trabalharam juntos em "Três Graças", novela da Globo na qual interpretaram Rogério e Jorginho Ninja, respectivamente.

Embora não tenha citado o nome do ex-colega, Cazarré deixou claro que a crítica que motivou seu novo pronunciamento veio de alguém com quem trabalhou recentemente.

"Vem um cidadão, um colega de profissão meu falar que o problema é que eu disse um número que os homens matam. O problema não é esse. Se você tá tão bravo com o número de assassinatos de mulheres, em vez de você vir reclamar do Cazarré, que é um cara sozinho, que não pode se defender, que toda hora vocês querem queimar mais a prr do meu filme, porque você não reclama do Ministro da Justiça?", questionou Cazarré.

Ator volta a defender "O Farol e a Forja"

No início do vídeo, o ator também retomou as críticas que recebeu antes mesmo da realização de "O Farol e a Forja". O evento aconteceu entre os dias 24 e 26 de julho, em São Paulo, e reuniu aproximadamente 600 pessoas, em sua maioria homens.

A programação abordou temas como família, paternidade, espiritualidade, trabalho e masculinidade. Cazarré afirmou que as acusações feitas contra o encontro não correspondiam ao conteúdo apresentado durante os três dias.

"Não teve nenhuma palestra no palco que foi masculinista, que falou de alguma supremacia dos homens, nenhuma. Nenhuma palestra no palco falou mal das mulheres, zero, nenhuma. Foi uma mentira que vocês inventaram, eu falei o tempo todo que o evento não tinha nada a ver com isso", declarou ele.

Segundo o ator, a proposta do projeto sempre foi promover discussões sobre a presença dos homens na família, além de responsabilidade e participação na vida dos filhos.

Polêmica sobre números de homicídios

Outro ponto abordado por Cazarré foi uma discussão iniciada em maio, quando ele participou de um debate sobre masculinidade e violência.

Na ocasião, o ator afirmou que "mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres". Para sustentar o argumento, ele mencionou uma estimativa de 2,5 mil homens mortos por mulheres contra aproximadamente 1,5 mil feminicídios.

A comparação, entretanto, foi contestada durante o próprio programa, já que colocava lado a lado categorias estatísticas diferentes.

Agora, Cazarré afirmou que sua intenção não era concluir que mulheres seriam mais violentas do que homens.

"O que eu falei naquele dia foi só um número, eu não fiz esse julgamento que vocês falsamente ficam me atribuindo dizendo: 'Ai o Juliano disse que as mulheres matam mais'", afirmou, revoltado.

Dados posteriormente analisados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que os homens representam a maioria dos autores de mortes violentas no país. Especialistas também destacam que comparar feminicídios com o conjunto de homicídios de homens pode levar a interpretações equivocadas por se tratarem de categorias diferentes.

"Não sou radical", dispara o ator

Ao finalizar o pronunciamento, Cazarré afirmou que pretende manter uma relação cordial com os colegas que discordam de suas opiniões, inclusive aqueles que fizeram críticas públicas ao evento.

"Eu vou continuar tratando vocês bem, eu vou continuar cumprimentando vocês normalmente, porque eu não sou radical, vocês é que são".

O ator costuma abordar publicamente assuntos relacionados à paternidade, casamento e fé. Casado com Letícia Cazarré, com quem tem seis filhos, ele também fala abertamente sobre sua conversão ao catolicismo e sobre a maneira como passou a vivenciar a religião, além de defender a participação ativa dos pais na criação dos filhos e a responsabilidade masculina.

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