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Paulo Vilhena e esposa relembram vício dela em psicoestimulantes: 'Difícil é parar'

Maria Luiza Vilhena conta que usou medicamentos por seis anos para estudar e trabalhar; ator alerta sobre automedicação após cena de 'Por Você'

25 set 2026 - 20h17
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Resumo
Motivados por uma trama da novela Por Você, Paulo Vilhena e sua esposa, Maria Luiza, relataram o drama vivido por ela durante seis anos de vício em psicoestimulantes sem prescrição, usados para suportar a rotina de estudos e trabalho. O casal relembrou momentos críticos, incluindo uma internação hospitalar de cinco dias após uma crise dissociativa. Recuperada com o apoio familiar e médico, Maria Luiza e o ator alertaram sobre os graves perigos da automedicação em busca de alta performance.

Paulo Vilhena e a esposa Maria Luiza Vilhena compartilharam um relato sobre o período em que a advogada fez uso indevido de psicoestimulantes. O casal falou sobre a experiência em um vídeo publicado nas redes sociais nesta sexta-feira, 25, depois da exibição de uma cena de Por Você, novela das sete da TV Globo, que abordou o uso de medicamentos sem prescrição.

Maria Luiza Vilhena e Paulo Vilhena
Maria Luiza Vilhena e Paulo Vilhena
Foto: @vilhenap via Instagram / Estadão

Na novela, Paulo interpreta Ricardo, um médico cardiologista. Na trama, Vitor (Lucas Leto), um médico residente, recorre a psicoestimulantes para lidar com a rotina de plantões e o cansaço. Sem acompanhamento médico, ele também passa a usar sedativos para dormir. O personagem é expulso do hospital depois que Ricardo o flagra roubando medicamentos.

Maria Luiza contou que a situação vivida por ela teve uma motivação semelhante, embora em outro contexto. Na época, ela conciliava a faculdade de Direito com um estágio em escritório de advocacia e passou a usar os medicamentos para conseguir permanecer acordada e concentrada.

"No meu caso, a única diferença é que eu tomei para estudar Direito e trabalhar com Direito. Eu fazia faculdade e trabalhava, então eu tomei porque não conseguia ficar acordada e focada em tudo isso que eu precisava", explicou.

Paulo lembrou que a mulher enfrentava uma rotina intensa, com cobranças profissionais e jornadas que avançavam pela madrugada.

"A questão da performance, a questão do foco, a questão de querer entregar algo que às vezes fisicamente, emocionalmente não é possível", afirmou.

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Maria Luiza relata seis anos de uso

Segundo Maria Luiza, o uso dos medicamentos se estendeu por seis anos. Ela afirmou que não tinha consciência das consequências que a prática poderia provocar.

"Eu não tinha noção de onde eu estava me metendo. Eu errei cem por cento. Foi uma ingenuidade minha não pensar nas consequências", desabafou.

A advogada também destacou a presença da família e de Paulo durante o período. O ator acompanhou tanto a fase mais intensa do uso quanto o processo de interrupção dos medicamentos.

"Ele passou comigo tanto a fase do vício mais cruel, quando minha cabeça estava dando tilt de tanto remédio que eu estava tomando, quanto a fase de parar com tudo isso. Ele viu o quão difícil é parar uma vez que você está viciada", contou a advogada, que tem uma filha pequena com o ator.

Paulo também recordou um episódio em que Maria Luiza precisou ser levada ao hospital. De acordo com ele, ela teve uma crise dissociativa enquanto os dois estavam na casa dele, em São Paulo. Sem saber como agir diante da situação, o ator entrou em contato com o pai dela.

"Naquele momento, eu me vi com as mãos atadas, sem ter nenhum recurso para lidar com aquela situação. Então eu liguei para o pai da Luiza e pedi ajuda, pedi socorro", relatou.

O pai de Maria Luiza foi até o local e a levou ao hospital, onde ela permaneceu internada por cinco dias. Depois da alta, ela continuou o tratamento na casa dos pais.

Paulo Vilhena faz alerta sobre automedicação

Ao comentar a experiência da mulher, Paulo ressaltou a importância de buscar acompanhamento profissional em situações relacionadas ao uso de medicamentos.

"Mais importante é procurar ajuda de um profissional, porque a família ama incondicionalmente. Eu, como parceiro, amo incondicionalmente, estava do lado dela para ajudar ela a se recuperar, encontrar um caminho, mas só um profissional tem a capacidade de fazer o certo, o correto, o indicado", afirmou.

O ator também fez uma distinção entre os medicamentos e o uso sem acompanhamento médico.

"A gente não está aqui falando sobre o remédio em si. A gente está falando sobre o uso correto. Para você fazer o uso correto, você precisa ter um diagnóstico e precisa ter uma prescrição médica. Você precisa ter uma prescrição médica, ter um acompanhamento médico para poder usar o remédio", frisou.

Para Paulo, a experiência da mulher permitiu que os dois identificassem pontos de contato com a história apresentada na novela.

"Quando o uso é feito de uma forma sem nenhuma prescrição, recreativo ou por necessidade de performance, você pode causar um buraco gigante dentro da sua vida, e sair é muito difícil", disse.

Ao final do vídeo, o ator agradeceu pela oportunidade de abordar o assunto em Por Você e destacou a importância da discussão proposta pela novela. "É uma honra fazer parte dessa história e ajudar a contá-la", afirmou.

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Estadão
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