Pablo Marçal defende uso do medo em campanha de Flávio Bolsonaro: 'Tem que vender o medo'
Encontro reuniu cerca de 300 influenciadores em São Paulo; coach também anunciou estratégia para as redes sociais e citou Neymar e Gusttavo Lima
Pablo Marçal defendeu o uso do medo como estratégia eleitoral na campanha de Flávio Bolsonaro para a Presidência em 2026. Em reunião com cerca de 300 influenciadores em São Paulo, que contou com a presença do senador, o coach orientou a focar em apelos emocionais para atrair indecisos, espelhando táticas atribuídas ao PT. Marçal também recomendou que os criadores de conteúdo evitem ataques diretos ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal.
Pablo Marçal orientou apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) a explorar o medo dos eleitores como estratégia de comunicação na reta final das eleições presidenciais de 2026. A declaração aconteceu nesta terça-feira (20), durante uma reunião fechada com cerca de 300 influenciadores de direita, em São Paulo.
O encontro, realizado no Plataforma Arena, contou com a presença do senador e candidato à Presidência, além de personalidades como o empresário Renato Cariani e o ator Arthur Aguiar. Flávio também aproveitou a ocasião para gravar vídeos com os participantes.
Durante sua fala, Marçal recomendou que os influenciadores evitem críticas diretas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e assuntos relacionados ao Supremo Tribunal Federal (STF). O objetivo, segundo a estratégia apresentada, seria concentrar a comunicação em conteúdos capazes de despertar emoções e alcançar eleitores indecisos.
Pablo Marçal defende uso do medo como estratégia eleitoral
Ao discursar para os influenciadores, Pablo Marçal afirmou que a disputa presidencial depende da capacidade de provocar reações emocionais no eleitorado.
O coach mencionou sentimentos como esperança, prazer e medo como elementos que poderiam ser utilizados na comunicação política. "Nós vamos vender algo, vender uma ideia, em alguns, vender uma esperança, em outros, vender a prosperidade que gera prazer, mas [...] tem que vender o medo. Como assim vender o medo? Hoje o PT está usando a tática do medo", afirmou.
Na avaliação de Marçal, a campanha adversária tem conseguido explorar melhor os aspectos emocionais da disputa. "O PT é melhor que a gente, vende uma ideia pela esperança ou pelo prazer, se não der conta por esses dois, vende pela dor", declarou.
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