Mulher trans é presa suspeita de comer orelha, cegar e abusar padrasto de 61 anos
Vítima sobreviveu após saltar do terceiro andar do prédio para fugir das agressões; detalhes do caso chocou a população
Uma mulher trans de 31 anos foi presa em Manaus acusada de agredir, mutilar e estuprar o padrasto, um alemão de 61 anos. A agressora arrancou parte da orelha da vítima com mordidas e causou sua cegueira irreversível ao atingir seus olhos. Para escapar após o abuso, o idoso pulou do terceiro andar e foi resgatado pelos bombeiros. Em depoimento, a suspeita alegou efeito de drogas e motivou o ataque em suposta transfobia; ela responderá por estupro e tentativa de homicídio triplamente qualificado.
A segurança pública de Manaus (AM) foi abalada por um crime de extrema violência registrado no bairro Praça 14 de Janeiro, na zona sul da capital. Uma mulher trans de 31 anos acabou presa sob a acusação de cometer agressões bárbaras contra o próprio padrasto, um cidadão alemão de 61 anos.
O episódio extremo, que envolveu mutilação física, cegueira permanente e abuso sexual, ocorreu no dia 16 de setembro, mas ganhou repercussão após o cumprimento do mandado de prisão nesta terça-feira (22). Conforme as apurações conduzidas pela Polícia Civil do Amazonas, a suspeita aproximou-se do idoso sob o pretexto de realizar uma visita cordial ao apartamento onde ele estava.
No entanto, assim que obteve acesso ao interior do imóvel, a investigada desferiu golpes violentos, chegando a arrancar a mordidas uma parte da orelha da vítima. Na sequência, a situação escalou para um nível ainda mais aterrorizante quando os olhos do estrangeiro foram atingidos diretamente pelos dedos da agressora, resultando na destruição total dos globos oculares e em sua cegueira irreversível.
O desmaio, o abuso e o salto para salvar a vida
Diante das barbaridades, o homem acabou perdendo os sentidos. Aproveitando a vulnerabilidade do cenário, a suspeita cometeu o estupro. Contudo, ao recuperar a consciência minutos depois, a vítima buscou uma alternativa desesperada para escapar da morte, correndo em direção à sacada do apartamento. Numa tentativa extrema de fuga, ele acabou despencando do terceiro andar, caindo sobre o telhado de uma residência vizinha antes de ser socorrido por equipes do Corpo de Bombeiros. Após o resgate, o idoso formalizou a denúncia contra a enteada.
O que disse a mulher trans?
Em meio a repercussão do caso, a autoridade policial destacou a gravidade da ocorrência para fundamentar o pedido de segregação cautelar da acusada. "Diante da gravidade dos fatos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da investigada. O pedido foi deferido pela Justiça e cumprido por policiais civis do 1º DIP", ressaltou a instituição em nota oficial.
Durante o interrogatório na delegacia, a investigada alegou estar sob o efeito de substâncias entorpecentes no dia do ocorrido, afirmando não guardar memórias das ações. Além disso, ela justificou que a violência teria sido motivada por suposta transfobia, atribuindo o ato à falta de aceitação de sua identidade de gênero por parte da vítima. Sendo assim, a mulher trans responderá criminalmente por tentativa de homicídio triplamente qualificado e estupro, permanecendo recolhida e à disposição do Poder Judiciário.
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