Ministério do Egito diz que influenciadora Malévola e amiga foram detidas por 'comportamentos obscenos'
Nas redes, ela havia compartilhado vídeos mostrando roupas íntimas em vias públicas e dançando funk
O Ministério do Interior do Egito confirmou na noite desta terça-feira, 20, que a influenciadora digital Malévola e a amiga Bruna Marcatelli foram detidas próximo à cidade de Alexandria por "comportamentos obscenos" em vias públicas. A influenciadora digital estava de férias no país com amigas e compartilhava vídeos da viagem nas redes sociais.
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Em nota oficial, o órgão público informou que tomou as medidas após a apuração de vídeos publicados por Malévola. Em publicações, a influenciadora mostrou momentos em que exibiu as roupas íntimas na rua, dançou funk, rebolou e interagiu com locais. Nas postagens, ela e as amigas alegavam que estavam sendo "assediadas" pelos homens egípcios.
As publicações de Malévola repercutiram em páginas egípcias e a postura da influenciadora se tornou alvo de críticas e de comentários preconceituosos por ela ser uma mulher trans.
a malevola eh sem noção demais e ela ainda quis fazer isso NO EGITO?!!!!!!!!!
— lucas (@luccasvevo) October 20, 2026
Bruna Tivo estava na viagem com Malévola e participava dos vídeos, mas já deixou o país. Ela foi a primeira a comunicar a detenção das amigas e alegou que elas estavam sendo alvo de perseguição e transfobia pela população local.
"No contexto da apuração das circunstâncias relacionadas a vídeos que circularam nas redes sociais --nos quais duas turistas (estrangeiras) aparecem adotando comportamentos obscenos e exibicionistas, fazendo gestos de cunho sexual e importunando transeuntes enquanto caminhavam por vias públicas em diferentes províncias--, as autoridades tomaram providências", diz o comunicado oficial do ministério, em tradução livre.
"Após uma investigação, as duas mulheres que aparecem nos vídeos (sendo uma delas criadora de conteúdo) foram identificadas e detidas na província de Alexandria. Ao serem confrontadas, elas admitiram os atos, explicando que gravaram as imagens e as publicaram em suas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações. Procedimentos legais foram instaurados, e o Ministério Público assumiu a condução da investigação", conclui a nota oficial.
O Terra entrou em contato com a Embaixada Brasileira no Cairo e aguarda resposta.
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