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Menino que acusou Michael Jackson de abuso teve memórias alteradas ao ser drogado pelo próprio pai, revela livro

A poucos dias de lançamento de cinebiografia, obra 'Unmasked' traz detalhes de como se deu a denúncia de Jordan Chandler contra o cantor

9 abr 2026 - 11h55
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Michael Jackson durante ensaio geral da turnê 'This Is It', em cena do filme de mesmo nome
Michael Jackson durante ensaio geral da turnê 'This Is It', em cena do filme de mesmo nome
Foto: Sony Pictures/ Divulgação / Estadão

Com o lançamento da nova cinebiografia de Michael Jackson previsto para 23 de abril, voltam à tona episódios marcantes de sua trajetória, como a primeira acusação de abuso sexual envolvendo o cantor, feita em 1993 por Jordan Chandler. Detalhes do caso foram revelados no livro Unmasked: The Final Years of Michael Jackson

Escrita pelo jornalista investigativo Ian Halperin, a obra sustenta que o adolescente não teria sido abusado pelo artista, mas sim manipulado pelo próprio pai, Evan Chandler. Segundo o autor, o garoto teria recebido sedativos e influenciado a relatar episódios que não teriam ocorrido, em um suposto plano para obter vantagem financeira.

O caso teve início em 1993, em Los Angeles, após Jackson se aproximar da família de Jordan. O cantor conheceu o menino em 1992, quando seu carro quebrou e ele acabou em contato com o padrasto do jovem. A amizade evoluiu rapidamente, com encontros frequentes e viagens, o que posteriormente despertou suspeitas por parte do pai do adolescente.

Meses depois, Jordan afirmou a um psiquiatra que havia sido vítima de abuso sexual. A denúncia levou à abertura de uma investigação criminal pelas autoridades locais, que incluíram buscas, entrevistas com testemunhas e análise de possíveis evidências. No entanto, não foram encontradas provas físicas que sustentassem as acusações.

De acordo com a versão apresentada no livro, o depoimento do garoto pode ter sido influenciado pelo uso de amital sódico, um sedativo com propriedades hipnóticas, administrado durante um procedimento odontológico realizado pelo próprio pai. Estudos citados pelo Halperin indicam que a substância pode aumentar a chance de memórias serem alteradas.

Família que era próxima de Michael Jackson acusa o cantor de abuso
Família que era próxima de Michael Jackson acusa o cantor de abuso
Foto: Kevork Djansezian-Pool/Getty Images

Paralelamente à investigação, a família Chandler entrou com uma ação civil contra o cantor. O processo terminou em 1994 com um acordo financeiro de cerca de US$ 23 milhões (cerca de R$ 120 milhões na cotação atual). A defesa de Jackson sempre afirmou que o pagamento não representava admissão de culpa, mas uma decisão estratégica diante da pressão midiática e do desgaste pessoal enfrentado pelo artista.

Sem a colaboração da família do acusador, o processo criminal foi encerrado sem indiciamento. Ainda assim, o episódio teve impacto duradouro na carreira e na imagem pública de Michael Jackson, que voltou a enfrentar novas acusações anos depois, sendo absolvido em julgamento em 2005. 

Jackson morreu em junho de 2009, menos de três semanas antes do início de sua série de shows em Londres que estava com todos os ingressos esgotados. A causa da morte do artista foi uma parada cardíaca, provocada por uma overdose de propofol e benzodiazepínicos.

A cinebiografia Michael retrata a vida do Rei do Pop e estreiará nos cinemas brasileiros em 23 de abril de 2026. A direção é de Antoine Fuqua (Dia de Treinamento) e Michael é interpretado pelo próprio sobrinho, Jaafar Jackson.

Fonte: Portal Terra
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