Mauricio de Sousa e filha participam de podcast em celebração aos 60 anos de Mônica
O criador e a inspiração do universo da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa e filha, foram os primeiros convidados da série especial
Em celebração aos 60 anos de Mônica, Mauricio de Sousa Produções (MSP) lançou o primeiro episódio do #Monicast nesta quinta-feira, 22, pelo canal de YouTube da produtora. A série de podcast contará com 10 episódios e vai ter como apresentadores Fih e Edu, do Diva Depressão. Neste primeiro capítulo, o criador e a inspiração do universo da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa e Mônica, foram os convidados.
Com o objetivo de responder quem foi a fonte de inspiração para a personagem e todo universo que envolve a icônica Mônica, o cartunista conta que sempre se inspirou nos filhos. "Eu tive sorte, porque tive vários filhos, cada um com uma característica diferente. Você pensa que eu inventei alguma coisa para a Magali? Eu não inventei nada. Eu olhei para o meu lado, o que estava acontecendo, como tinha acontecido para as melancias acabarem em casa. Eu tive muita sorte de ter filhos muito criativos", disse.
Durante a conversa, o cartunista e a filha Mônica relembram o começo de tudo, desde a primeira tirinha, em que o Cebolinha era o personagem principal e depois quando a garotinha assumiu a narrativa, como lembrou a filha e empresária de Mauricio. Ao lembrar do começo, quando as tirinhas eram publicadas no Folha da Manhã, Maurício aponta: "As tiras no jornal eram do Cebolinha, o dono do espaço. A Mônica chegou e ganhou o espaço. O Cebolinha está até hoje tentando recuperar".
Ao decorrer do podcast, Mônica conta que sempre se policiou para não parecer demais com a personagem. Sem acreditar que era possível existir uma pessoa como a Mônica, ela mudou de ideia ao se tornar mãe. "Eu achava que ele tinha exagerado até eu ter minha filha. Ela era três vezes pior que a Mônica. Ela dava em todo mundo, mordia, batia", conta.
A introdução da personagem veio, também, a partir de uma cobrança por mais personagens femininas nas tiras do jornal. Mauricio conta que chegou a ser acusado de misoginia por alguns repórteres do jornal em que trabalhava. "E eu falei 'o que é misógino?'. Eu não sabia". A partir disso, começou a observar as filhas para a criação de novas personagens mulheres. "As crianças são muito abertas, muito realistas. Falam o que tem que falar. Quando você quiser escrever história para crianças, olhe para as crianças", apontou.