Luiz Brunet fala pela primeira vez após condenação de ex-namorado por agressões
Atriz publicou carta com desabafo e questionou efetividade das penas aplicadas aos agressores
A atriz Luiza Brunet publicou um texto nas redes sociais e se pronunciou pela primeira vez após a condenação de Lírio Parisotto, seu ex-companheiro, por agressões contra ela em 2016. O homem foi obrigado a pagar uma indenização de R$ 150 mil por danos morais pelo caso, o que foi contestado pela modelo.
A artista destacou que, apesar de a cifra ser relevante, entende que as punições por agressão precisam ser mais contundentes e afetar o criminoso de maneira eficaz. “Reconhecer o dano não significa, necessariamente, repará-lo de maneira justa. Sei que é um valor expressivo para a imensa maioria dos brasileiros. Mas também sei que, diante da realidade financeira de quem me agrediu, representa muito pouco. Qual é a eficácia de uma condenação que praticamente não afeta o patrimônio de quem praticou uma violência tão grave?”, iniciou.
Luiza Brunet afirmou que, ao longo dos dez anos até a condenação de Parisotto, sofreu com a exposição da sua imagem e do episódio de agressão e que transformou o trauma em propósito. A modelo disse que se tornou uma pessoa ativa na defesa dos direitos das mulheres e que seu caso serviu de inspiração para que ela lutasse por outras mulheres vítimas de agressão de homens.
“Encontrei, na minha própria história, uma razão ainda maior para lutar por tantas outras. Hoje, reconheço nessa sentença mais um passo importante de uma caminhada que exigiu coragem, resistência e perseverança. Mas essa luta ainda não terminou”, escreveu a atriz.
Brunet também destacou que seguirá insistindo que a Justiça aplique punições compatíveis com os casos e que sejam proporcionais às condições financeiras dos agressores. A atriz ainda ressaltou que acredita que a Justiça é capaz de aplicar tais condenações.
“Ainda estamos longe de oferecer às mulheres a proteção e a reparação que elas merecem. Precisamos discutir a efetividade das penas aplicadas aos agressores e a necessidade de critérios de indenização que considerem não apenas a gravidade da violência e a extensão dos danos, mas também a realidade econômica de quem os causou. Porque uma condenação que pesa profundamente na vida de uma vítima não pode ser apenas uma despesa irrelevante na vida de seu agressor”, completou.
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