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Linfoma não Hodgkin: conheça a doença que matou Netinho aos 60 anos

Cantor de "Milla" e "Beijo na Boca" lutava contra o câncer desde 2025; especialistas explicam como a doença pode comprometer rins e coração

13 out 2026 - 12h17
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Resumo
O cantor Netinho faleceu aos 60 anos por falência múltipla de órgãos decorrente de um linfoma não Hodgkin, câncer que afeta os linfócitos e pode atingir várias partes do corpo. O quadro gerou complicações renais e sobrecarga cardíaca. Embora a doença possa ter recidivas e gravidade variável, há tratamentos eficazes como quimio e imunoterapia. Especialistas alertam para sintomas como gânglios inchados, febre sem causa aparente, suor noturno e perda de peso inexplicada.

O cantor Netinho morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos. Conhecido por sucessos como Milla e Beijo na Boca, o artista enfrentava um linfoma não Hodgkin desde 2025. Segundo a assessoria, o quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Foto: Mais Novela

O que é o linfoma não Hodgkin

O linfoma não Hodgkin não é uma doença única, mas um conjunto de cânceres que atingem os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. Por isso, como o sistema linfático está distribuído pelo corpo inteiro, a doença pode atingir diferentes órgãos. "Alguns pacientes conseguem conviver por muitos anos com a doença controlada, enquanto outros precisam de tratamento imediato. Identificar exatamente o subtipo e a extensão da doença é fundamental para compreender os riscos e definir o tratamento mais adequado", explica a oncologista Dra. Roberta Galvão.

No caso de Netinho, a doença também apresentou recidiva, termo usado quando o câncer volta após uma resposta ao tratamento. Para a especialista, isso não significa o fim das possibilidades. "Hoje contamos com quimioterapia, imunoterapia e terapias direcionadas. O grande desafio é compreender como a doença está se comportando naquele momento e avaliar as condições clínicas do paciente para escolher a melhor estratégia."

Como o linfoma afeta os rins

Os rins são responsáveis por filtrar o sangue, eliminar toxinas e manter o equilíbrio de líquidos e minerais. Em pacientes oncológicos, o comprometimento renal pode ocorrer por infecções graves, desidratação, alterações metabólicas ou efeitos de medicamentos. "Quando os rins perdem a capacidade de filtrar adequadamente o sangue, substâncias que deveriam ser eliminadas começam a se acumular. Isso pode provocar alterações nos níveis de potássio, retenção de líquidos e desequilíbrios importantes no organismo", explica a nefrologista Dra. Renata Asnis.

A relação entre rins e coração

O excesso de líquidos pode sobrecarregar a circulação, enquanto alterações de minerais como o potássio podem interferir no ritmo cardíaco. A cardiologista Dra. Patrícia Hitomi Kuga explica a conexão entre os dois órgãos. "Quando existe uma perda importante da função renal, o organismo pode acumular líquidos e apresentar alterações de eletrólitos que interferem diretamente na atividade cardíaca. O potássio elevado, por exemplo, pode provocar arritmias graves."

Os sinais de alerta

Especialistas destacam que o diagnóstico de linfoma não Hodgkin não representa necessariamente uma sentença de morte. Muitos pacientes apresentam boa resposta ao tratamento e alguns subtipos podem alcançar remissão prolongada ou cura. Os principais sinais de alerta são: aumento persistente de gânglios no pescoço, nas axilas ou na virilha, febre sem explicação, suor noturno intenso, emagrecimento involuntário e cansaço persistente. Esses sintomas merecem investigação quando não desaparecem ou surgem associados.

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