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Grave? Rodrigo Faro revela dificuldade no 'Dança dos Famosos' e ortopedista faz alerta

Apresentador contou que chegou a participar da competição com dores após sofrer uma contusão; especialista explica os riscos de ultrapassar os limites do corpo

10 set 2026 - 16h28
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Resumo
Rodrigo Faro revelou ter sofrido uma séria lesão no pulso durante os ensaios do "Dança dos Famosos", precisando superar fortes dores para se apresentar. O caso gerou alerta do ortopedista Luiz Henrique Rodrigues, que destacou os riscos de ultrapassar os limites físicos na dança. Segundo o médico, a fadiga extrema compromete a estabilidade muscular e eleva o perigo de quedas e torções graves, reforçando que o repouso e a atenção a dores persistentes são fundamentais para evitar sequelas.

A participação de Rodrigo Faro no Dança dos Famosos exigiu bastante do apresentador. Durante sua passagem pela competição, ele chegou a revelar que sofreu uma contusão séria no pulso e precisou lidar com dores para conseguir continuar dançando.

Rerodução/ Globo
Rerodução/ Globo
Foto: Mais Novela

Na época, Faro usou as redes sociais para agradecer o apoio que recebeu e falou sobre a importância da dança em sua carreira. Apesar das críticas à sua performance, ele garantiu que pretendia continuar se divertindo e dando o seu melhor.

"A dança mudou a minha vida. O Dança Gatinho transformou a minha vida como comunicador, então a dança é muito importante para mim. Mesmo dançando do meu jeito, todo duro ou com o quadril preso, a dança transformou minha carreira", afirmou.

Além da pressão da competição, o apresentador revelou que enfrentou uma semana difícil por causa de uma lesão.

"Não posso deixar de agradecer à TV Globo, à produção do Domingão. Esta semana foi muito difícil para mim, tive uma contusão séria no pulso", contou.

Mesmo com o problema, Rodrigo Faro conseguiu se apresentar. "Talvez eu nem conseguisse dançar, mas o apoio que recebi foi tão grande da produção que, graças a Deus, eu consegui dançar, apesar de estar com muita dor. Vou continuar me esforçando, não para ser o melhor, mas para dar o melhor que eu consigo fazer", completou.

Ortopedista alerta para os riscos da fadiga

O ortopedista Luiz Henrique Rodrigues explica que atividades como a dança exigem repetição, coordenação, equilíbrio e intensidade. Por isso, chegar ao limite físico merece atenção, principalmente quando a fadiga começa a interferir na execução dos movimentos.

"Quando uma pessoa relata que está no limite físico durante uma atividade que exige repetição, coordenação, equilíbrio e intensidade, como a dança, isso precisa ser observado com atenção. O cansaço não significa apenas sentir os músculos pesados ou ter menos disposição. À medida que a fadiga aumenta, podemos perder qualidade de movimento, tempo de reação, estabilidade e controle muscular. É justamente nesse cenário que um passo que normalmente seria executado com segurança pode sair diferente, aumentando o risco de desequilíbrios, quedas, torções e outras lesões", explica.

O especialista também chama atenção para regiões bastante exigidas durante uma apresentação.

"Quadril, joelhos e tornozelos recebem uma carga importante durante movimentos de dança, especialmente quando há giros, mudanças rápidas de direção e sequências repetidas. O corpo precisa de períodos adequados de recuperação para conseguir responder novamente ao estímulo", afirma.

Quando a dor deixa de ser normal?

Segundo Luiz Henrique Rodrigues, também é importante saber diferenciar o desconforto esperado após uma atividade intensa de sinais que podem indicar um problema maior.

"Existe também uma diferença entre o desconforto esperado depois de um treinamento intenso e sinais que não devem ser normalizados, como dor persistente, perda de força, dificuldade para apoiar o membro, inchaço importante ou limitação de movimento. Nessas situações, insistir na atividade pode agravar uma lesão que inicialmente poderia ser mais simples."

Por isso, o ortopedista reforça que respeitar os períodos de descanso também faz parte da preparação física.

"Descanso e recuperação não representam falta de preparo. Eles fazem parte do próprio treinamento e são fundamentais para que a pessoa consiga manter desempenho sem ultrapassar os limites do organismo", finaliza.

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