GRAVE? Maya Massafera faz procedimento estético dias após AVC e médica alerta riscos
Influenciadora Maya Massafera passa por procedimento apenas quatro dias após sofrer um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral)
Quatro dias após sofrer um princípio de AVC e ser internada, a influenciadora Maya Massafera gerou preocupação ao aplicar ácido hialurônico nas pernas e no bumbum. Diante do caso, a endocrinologista Patricia Gracitelli alertou para os riscos de procedimentos estéticos logo após eventos cerebrovasculares, reforçando que a ausência de sintomas não garante segurança. A médica destacou a necessidade de cautela, avaliação clínica completa e monitoramento de fatores como colesterol e terapias hormonais.
A atitude de Maya Massafera gerou apreensão entre seus seguidores nesta quinta-feira (3). A influenciadora revelou ter realizado um novo procedimento estético apenas quatro dias após sofrer um princípio de AVC (Acidente Vascular Cerebral). A famosa havia sido internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, mas deixou a unidade de saúde em seguida.
Sendo assim, a criadora de conteúdo recorreu a aplicações de ácido hialurônico no bumbum e nas pernas. Contudo, a decisão de realizar a intervenção tão recente preocupou os internautas.
Alerta médico
Diante disso, a endocrinologista Patricia Gracitelli analisou o cenário e reforçou a atenção com o organismo. "O colesterol elevado é um fator de risco cardiovascular que muitas vezes evolui de forma silenciosa. A pessoa pode se sentir perfeitamente bem e, ainda assim, apresentar alterações importantes no perfil lipídico", explicou a médica.
Além disso, a especialista ressaltou a gravidade de associar o quadro a outros fatores de risco. "O LDL elevado, principalmente quando associado a hipertensão, diabetes, tabagismo, obesidade, histórico familiar ou outros fatores de risco, pode favorecer ao longo do tempo a formação de placas de gordura nas artérias e aumentar a probabilidade de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares. Por isso, quando aparece uma alteração significativa nos exames, não devemos analisar apenas aquele número isoladamente. É preciso avaliar o paciente como um todo, entender seu histórico, os medicamentos utilizados, os demais exames e calcular seu risco individual", pontuou.
Hormônios e atenção no tratamento
Outro fator crucial citado pela profissional envolve a utilização de terapias específicas. "Outro ponto que merece atenção é o uso de terapias hormonais. Isso não significa que todo tratamento hormonal cause aumento do colesterol ou necessariamente represente risco cardiovascular, mas qualquer terapia precisa ter indicação adequada, dose individualizada e acompanhamento médico", ponderou.
Dessa forma, a médica destacou que alterações metabólicas exigem monitoramento constante. "Dependendo do hormônio utilizado, da via de administração, da dose e das características daquele paciente, podem ocorrer repercussões metabólicas que precisam ser monitoradas. Se surge uma alteração relevante durante o tratamento, o correto é investigar, avaliar possíveis relações e, se necessário, ajustar a estratégia terapêutica. Não é recomendado simplesmente interromper ou modificar hormônios por conta própria", enfatizou.
Prudência antes de intervenções estéticas
No entanto, a cautela deve ser redobrada após episódios graves de saúde. "Quando uma pessoa passou recentemente por uma intercorrência ou por uma investigação devido à suspeita de um problema cardiovascular ou cerebrovascular, a prudência deve ser ainda maior antes de realizar qualquer procedimento eletivo. Mesmo procedimentos estéticos considerados menos invasivos precisam ser avaliados dentro do contexto clínico daquele paciente", ressaltou a profissional.
Em meio a isso, a endocrinologista frisou que não existe um período padrão para liberação. "Não existe uma regra universal dizendo que quatro dias, uma semana ou determinado período é suficiente. Primeiro é necessário compreender o que aconteceu, concluir a investigação, verificar se existem fatores de risco ainda não controlados e confirmar a estabilidade clínica", continuou.
Por fim, a especialista lembrou que a ausência de sintomas não garante total segurança. "Também é importante lembrar que se sentir bem não significa necessariamente que todos os fatores de risco estejam controlados. Hipertensão, diabetes e alterações do colesterol podem permanecer assintomáticas por muito tempo. Por isso, exames preventivos e acompanhamento médico são tão importantes", orientou.
Portanto, o cuidado preventivo deve ser sempre a prioridade antes de qualquer decisão estética. "A intenção não é criar medo em relação ao colesterol, às terapias hormonais ou aos procedimentos estéticos, mas reforçar que decisões eletivas devem ser tomadas com segurança. Quando existe uma alteração recente ou uma investigação médica em andamento, cuidar primeiro da saúde e esclarecer o quadro deve ser a prioridade", concluiu Patricia Gracitelli.
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