Filhos de Cid Moreira pedem extinção de processo movido pelo apresentador a favor da viúva
Ao Terra, advogado dos filhos de Cid Moreira deu detalhes sobre o assunto; veja
Roger e Rodrigo Moreira, filhos de Cid Moreira, apresentaram pedido para trancar uma ação por denunciação caluniosa, alegando que agiram sem intenção criminosa ao acusar a madrasta de maus-tratos.
Roger Felipe Naumtchyk Moreira e Rodrigo Razendev Simões Moreira, filhos de Cid Moreira (1927–2024), apresentaram um habeas corpus em ação movida pelo apresentador em defesa de sua então esposa, Fátima Moreira. Na prática, eles pedem a extinção do processo, movido por Cid por crime de denunciação caluniosa. A reportagem do Terra teve acesso à decisão nesta terça-feira, 24.
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Quando Cid ainda estava vivo, os filhos alegaram que Fátima estaria usurpando o patrimônio dele e deixando o jornalista em situação de maus-tratos. Na época, o âncora prestou depoimento, e foi constatado que ele estava sadio e "plenamente consciente das questões que envolviam suas contas e finanças".
Em resposta às alegações sem provas dos filhos, o próprio Cid Moreira abriu um processo contra eles, que não tinham contato com o pai havia anos e passaram a responder por denunciação caluniosa contra Fátima Sampaio. No processo, é citada uma indenização de R$ 2.500 aos lesados.
A defesa de Roger e Rodrigo alega que, com a morte de Cid Moreira, o processo deveria ser extinto, o que, até o momento, não ocorreu. Não há indícios de que a viúva queira interromper a ação.
Ainda segundo o advogado dos irmãos, o crime de denunciação caluniosa só pode ser praticado de forma intencional e proposital; caso contrário, o delito não se configura. Ele alega que não houve intenção criminosa nas alegações dos filhos à época. Trecho do habeas corpus diz: “a intencionalidade é incompatível com a leviandade, insensatez ou imprudência, e com a hipótese de os agentes do crime não terem conhecimento de que as acusações feitas por eles são falsas”.
No documento, a defesa argumenta ainda que os irmãos basearam suas afirmações em registros de Cid Moreira nas redes sociais, onde, segundo eles, o jornalista demonstrava sinais de senilidade e condutas atípicas. Os dois negam ter imputado condutas criminosas à viúva e dizem que estão sendo vítimas de perseguição.