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Excluído? Pai de Daniel Vorcaro diz que era rejeitado pelo filho nos negócios do Banco Master

Em carta enviada ao ministro André Mendonça, do STF, Henrique Moura Vorcaro negou participação nas atividades da instituição financeira e pediu a revogação de sua prisão preventiva

28 set 2026 - 14h39
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Resumo
Preso preventivamente nas investigações sobre o Banco Master, o empresário Henrique Moura Vorcaro enviou carta ao ministro André Mendonça, do STF, para pedir sua liberdade e tentar se desvincular das fraudes. Ele nega envolvimento nos crimes e afirma que sofria com a rejeição profissional do filho, Daniel Vorcaro, sendo excluído de suas decisões corporativas. Henrique alega desconhecer irregularidades e sustenta que não deve ser punido apenas pelo parentesco familiar.

O empresário Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, afirmou que era rejeitado pelo filho quando o assunto envolvia os negócios do Banco Master. Preso no âmbito das investigações sobre a instituição financeira, ele alegou que não participava das atividades do banco e relatou que sofria com o distanciamento profissional do filho.

Excluído? Pai de Daniel Vorcaro diz que era rejeitado pelo filho nos negócios do Banco Master
Excluído? Pai de Daniel Vorcaro diz que era rejeitado pelo filho nos negócios do Banco Master
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Contigo

As declarações foram feitas em uma carta encaminhada ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 22 de setembro. No documento, Henrique nega envolvimento nas irregularidades investigadas pela Polícia Federal e pede a revogação de sua prisão preventiva.

"É importante os Srs. saberem que Daniel não tratava nada de Banco ou de negócios dele comigo, até me rejeitava. Talvez eu seja a pessoa que ele menos falava de seus negócios. Fiquei sabendo destes assuntos por notícias da mídia", escreveu Henrique.

Pai de Daniel Vorcaro relata rejeição nos negócios

Henrique também afirmou que Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro e outro investigado no caso Master, não compartilhava informações sobre seus negócios com ele. Segundo o empresário, pessoas que mantinham relações comerciais com Daniel em Belo Horizonte, São Paulo e Brasília poderiam confirmar que ele não participava das atividades do Banco Master.

"Todos sabem que eu era uma pessoa totalmente não bem-vinda no Banco ou em qualquer coisa do Daniel. Isso é a verdade e a realidade. Para mim era uma tristeza, sofria muito com esta rejeição", afirmou.

Apesar do afastamento no ambiente profissional, Henrique disse manter uma boa relação pessoal com o filho. De acordo com o empresário, Daniel trabalhou em suas empresas dos 15 aos 33 anos, quando decidiu seguir uma trajetória independente.

Henrique também afirmou que passou a receber mais respeito do filho depois de realizar negócios que, segundo ele, teriam gerado lucros para o Banco Master, incluindo uma operação envolvendo a Hapvida.

Henrique Vorcaro tenta se desvincular do caso Master

Na carta enviada ao STF, Henrique argumentou que não deveria ser associado às investigações envolvendo o Banco Master apenas por ser pai de Daniel Vorcaro.

"Até entendo os holofotes sobre o Caso Master, mas não queiram me arrastar para dentro disso só porque eu sou pai do Daniel. Tenho muitos negócios, todos honestos. Preciso da minha reputação e dignidade restauradas", declarou.

Pedido de liberdade ao STF

Henrique Moura Vorcaro também contestou, na correspondência, as suspeitas de envolvimento com o grupo conhecido como "A Turma", investigado pela Polícia Federal.

O empresário afirmou que seus contatos com Marilson Roseno da Silva, outro investigado no caso, estavam relacionados a negócios imobiliários e disse desconhecer eventuais atividades ilícitas praticadas por seus parceiros comerciais.

Segundo Henrique, as cobranças financeiras identificadas pelos investigadores estavam relacionadas à antecipação de pagamentos referentes a empreendimentos imobiliários.

Ao encaminhar a carta ao Supremo Tribunal Federal, a defesa de Henrique destacou o período em que ele permanece preso e alegou que o empresário ainda não havia sido ouvido pelas autoridades responsáveis pela investigação.

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