Ex-funcionária processa Renata Sorrah e filha em quase R$ 1 milhão por polêmica trabalhista
Contratada inicialmente como babá, trabalhadora alega acúmulo de funções sem reajuste salarial por mais de uma década; processo corre na Justiça
Os bastidores da família de uma das atrizes mais consagradas da teledramaturgia brasileira tornaram-se caso de Justiça. Renata Sorrah e sua filha, a médica Mariana Simões, estão sendo processadas por uma ex-funcionária que prestou serviços domésticos para a família por mais de dez anos.
De acordo com informações divulgadas com exclusividade pela coluna de Daniel Nascimento, do jornal O Dia, a ação trabalhista movida pela trabalhadora pleiteia uma indenização que gira em torno de quase R$ 1 milhão.
O documento protocolado na Justiça reúne uma série de denúncias graves a respeito da rotina de trabalho à qual a funcionária era submetida. Conforme consta nos autos do processo, ela foi formalmente contratada em abril de 2014 com o objetivo específico de atuar como babá, ficando responsável pelos cuidados diretos dos netos da veterana da TV Globo.
Contudo, ao longo dos anos, suas obrigações teriam sido drasticamente ampliadas à revelia da legislação trabalhista e sem qualquer tipo de aditivo contratual ou formalização jurídica.
Acúmulo de funções e medo do desemprego
A defesa da ex-babá sustenta a tese de desvio e acúmulo ilegal de funções. O relato aponta que, pouco tempo após iniciar o expediente na residência, a trabalhadora passou a ser exigida em praticamente todas as demandas de manutenção do lar. Além de zelar pelas crianças, ela precisou assumir tarefas pesadas como lavar e passar as roupas da família, cozinhar diariamente, realizar a limpeza completa dos cômodos e, ainda, responsabilizar-se pelos cuidados do animal de estimação do clã.
Apesar da expressiva sobrecarga de trabalho que se estendeu por mais de uma década, a remuneração da funcionária permaneceu estagnada. A petição inicial detalha que a trabalhadora chegou a questionar formalmente a quantidade excessiva de atribuições diárias.
"As funções aumentaram, mas não houve qualquer mudança salarial ao longo de mais de 10 anos de trabalho", aponta a denúncia.
Segundo a defesa, a colaboradora optou por tolerar a rotina abusiva unicamente pelo receio iminente de sofrer uma demissão e ficar sem o sustento de sua própria família. Esse comportamento de silenciamento forçado é utilizado na ação para fundamentar as teses jurídicas de subordinação econômica e pressão psicológica dentro do ambiente de trabalho. Até o momento da publicação desta reportagem, nem a atriz Renata Sorrah e nem a assessoria jurídica de sua filha se manifestaram publicamente sobre o andamento do processo.
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