Entenda a cirurgia que Juju Pix passou para reconstrução do rosto
Médico responsável explica o procedimento reconstrutor e fala sobre os próximos passos
A influenciadora Juliana Oliveira, conhecida como Juju do Pix, passou na última semana por uma delicada cirurgia para remover o óleo mineral presente em seu rosto. Em entrevista à coluna Fábia Oliveira, o médico Thiago Marra, que realizou o procedimento, detalhou a operação e afirmou que novas cirurgias serão necessárias para a completa remoção do material.
O rosto de Juliana havia sido deformado após um procedimento mal sucedido em 2017. Na quinta-feira (20/11), ela realizou uma cirurgia reconstrutora facial. Segundo o especialista, a intervenção foi "conservadora", planejada para retirar o máximo possível do material sem colocar a paciente em risco.
Thiago Marra explicou que Juliana passou por uma remoção de tecido impregnado por óleo mineral, além da regularização das áreas endurecidas. "Em seguida, fizemos a reconstrução das camadas afetadas, preservando as estruturas vasculares e nervosas", disse. A operação também incluiu o tratamento das regiões com fibrose intensa.
O médico ressaltou, porém, que serão necessários novos procedimentos para remover totalmente o óleo injetado em 2017. "Pelo tipo de dano causado pelo óleo mineral, a reconstrução completa não é possível em apenas um procedimento", afirmou.
"Vamos aguardar a cicatrização, acompanhar a evolução do tecido e, se estiver tudo favorável, programar novas etapas para melhorar ainda mais a estética e a função facial", completou.
Desafios da cirurgia
Thiago Marra comentou sobre as dificuldades enfrentadas durante a operação. "A maior dificuldade foi trabalhar em um tecido totalmente comprometido: duro, fibrosado, sem planos anatômicos claros e completamente impregnado pelo óleo mineral", contou.
O médico também alertou sobre os riscos à saúde causados pelo óleo injetado. Esse tipo de substância pode provocar inflamação crônica, infecções graves, necrose da pele, deformidades permanentes e até complicações sistêmicas se o processo inflamatório se espalhar. "Quanto mais tempo o produto permanece no organismo, maior o dano e mais complexa a reconstrução", explicou Thiago.
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