Defesa de Stênio Garcia denuncia ocultação de provas e aciona a polícia
Advogado do ator acusa ex-esposa e filha de barrar documentos sobre aluguel de imóvel; caso foi parar na delegacia
A briga judicial de Stênio Garcia contra sua ex-esposa, Clarice Piovesan, e sua filha, Cássia Garcia, acaba de ganhar contornos policiais.
A defesa do ator acusa as duas de "ocultação de provas" em um processo que envolve um apartamento de luxo no Rio de Janeiro.
O advogado de Stênio, Luiz Mantovani, revelou que tentou obter documentos em uma imobiliária para comprovar uma suposta locação irregular do imóvel.
Segundo ele, a empresa se recusou a entregar os papéis. O motivo? Teria recebido ordens diretas de Clarice e Cássia para não colaborar com a defesa do ator.
Polícia Militar é acionada em imobiliária
Diante da negativa, a equipe jurídica do artista acionou a Polícia Militar. O objetivo não era forçar a entrega dos documentos na hora, mas registrar oficialmente o ocorrido.
Os agentes ouviram os funcionários da imobiliária confirmarem que foram orientados a barrar o advogado.
Para Luiz Mantovani, essa atitude configura uma tentativa clara de esconder informações cruciais para o processo.
A defesa agora cobra um posicionamento da OAB-RJ, alegando que o exercício da advocacia está sendo prejudicado por orientações da parte contrária.
Entenda o motivo da disputa
Stênio Garcia vive uma situação financeira delicada desde 2020, quando encerrou seu contrato com a TV Globo.
Aos 94 anos, ele tem sua aposentadoria como única fonte de renda. O ator tenta retomar o usufruto de um imóvel avaliado em R$ 2 milhões.
Confira os pontos principais da ação:
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Usufruto: Stênio transferiu o apartamento para as filhas, mas manteve o direito de usar ou alugar o imóvel.
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Ocupação: A ex-esposa do ator mora no local há cerca de três anos sem pagar aluguel ao artista.
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Abandono: O veterano alega no processo que foi "abandonado" pelas filhas, com quem não tem contato desde 2023.
Crise financeira e busca por renda
O objetivo de Stênio é alugar o apartamento para complementar sua renda mensal. Como o imóvel está ocupado pela ex-mulher, ele se vê impedido de gerar o lucro necessário para sua subsistência.
A defesa afirma que a suposta locação feita pela imobiliária entre 2019 e 2023 prova que o imóvel pode gerar rendimentos.
Agora, com o registro policial em mãos, o advogado pretende usar o episódio como prova de má-fé da família no tribunal.
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