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Décio Piccinini revela que encontrou a esposa morta na cama: 'Inferno'

Aos 80 anos, veterano da TV detalha o trauma sofrido em 1989; veja

21 mai 2026 - 15h09
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O jornalista e apresentador Décio Piccinini (80) abriu o coração e relembrou um dos capítulos mais dolorosos e perturbadores de sua trajetória pessoal: o dia em que encontrou sua primeira esposa Heloísa Martins sem vida dentro do próprio lar, em 1989.

Foto: Mais Novela

Durante uma entrevista tocante concedida ao podcast 'Intervenção', comandado por Roger Turchetti, o integrante do 'Programa do Ratinho' (SBT) detalhou o impacto psicológico da tragédia, revelando que precisou enfrentar anos de terapia, crises severas de ansiedade e comportamentos extremos para conseguir superar o luto.

Décio e a companheira estavam casados há 15 anos quando a fatalidade aconteceu, em uma noite comum de 1974. O comunicador relembrou que o primeiro sinal de que algo estava terrivelmente errado veio da ausência absoluta de reação física da esposa ao deitar-se ao lado dela.

"Sempre que eu me sentava na cama, quando eu deitava depois dela, havia um movimento qualquer dela, ainda que inconsciente. Naquela noite, não aconteceu nada. Pensei: 'Teve uma queda de protocolo aqui, o que está acontecendo?'", relatou o jornalista.

Ao acender a luz do quarto para verificar o que havia ocorrido, Décio deparou-se com o pior cenário possível. "Foi um inferno em vida. Quando cheguei no meu quarto, minha mulher estava morta. Quando acendi a luz, ela estava com o olho aberto, e eu percebi o que tinha acontecido", relembrou, visivelmente emocionado, ao descrever o choque provocado pela morte súbita.

Quatro anos de "loucura" e a responsabilidade pelos filhos

A perda repentina da parceira desestabilizou por completo a saúde mental do apresentador. Décio confessou que os anos seguintes à tragédia foram marcados por um período de profundo desespero e desorientação emocional, chegando a perder o desejo de continuar vivo. O que o manteve firme foi a responsabilidade de criar sozinho os dois filhos do casal, que na época tinham apenas 7 e 13 anos.

"Passei quatro anos e meio viúvo, completamente pirado. Fiz cada bobagem, cada loucura. Eu não queria mais viver, mas me perguntava: 'E os meus filhos, quem cria?'", desabafou. O jornalista destacou que o fantasma da solidão e a sobrecarga de ser pai solo em meio ao luto o colocaram em um estado de vulnerabilidade extrema.

Crises de ansiedade e o refúgio embaixo da cama

A recuperação do comunicador foi lenta e exigiu uma rede de apoio sólida. Com o auxílio de tratamentos médicos, psicoterapia e o amparo de amigos e parentes próximos, ele conseguiu reestruturar sua rotina profissional e familiar. No entanto, as sequelas emocionais do trauma se manifestavam de forma avassaladora quando ele retornava dos estúdios de gravação para o ambiente doméstico.

Em um dos trechos mais impactantes do podcast, Piccinini revelou a tática desesperada que adotava para conseguir descansar e conter as crises de pânico que o assolavam durante as madrugadas de solidão.

"Tinha fases de chegar em casa, depois do trabalho, muito cansado, e começava a me dar uma ansiedade muito forte. Eu só conseguia dormir se eu entrasse embaixo da minha cama. Eu pegava o travesseiro e me enfiava debaixo da cama. Lá, eu me sentia um pouco mais seguro", confessou o veterano da TV.

Hoje, aos 80 anos e com uma carreira consolidada na televisão brasileira, Décio Piccinini compartilha sua história não apenas como um desabafo sobre o passado, mas como um testemunho real de sobrevivência e da importância dos cuidados com a saúde mental diante de perdas irreparáveis.

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