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De luto pelo filho, mãe de Sheron Menezzes comove com forte relato: 'Gritei muito'

Mãe de Sheron Menezzes, dona Veralinda desabafa após o filho falecer no último dia 16 de agosto, aos 36 anos; confira!

22 ago 2025 - 14h51
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A atriz Sheron Menezzes e sua família enfrentam dias de profunda dor. No último dia 16 de agosto, o irmão da artista, Draiton Mancilha de Menezes, faleceu aos 36 anos, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Nesta sexta-feira (22), a mãe dos dois, dona Veralinda, emocionou os seguidores ao compartilhar um desabafo sincero  nas redes sociais.

Reprodução/Instagram
Reprodução/Instagram
Foto: Márcia Piovesan

A publicação traz uma série de fotos de Draiton, desde a infância até momentos recentes ao lado da família. No texto, a matriarca relembrou o instante em que presenciou o colapso do filho e a luta desesperada da equipe médica para tentar reanimá-lo.

"Parada cardíaca de 22 minutos e sobreviver? Para o meu filho Draiton, driblar a morte era seu esporte favorito, para meu desespero e muita dor. Nesse dia seu coração batia acelerado a 140. Eu estava lhe fazendo um carinho no rosto, tentando acalmar os seus gemidos de dor", começou ela.

A mãe de Sheron continuou descrevendo o momento crítico: "Quando a minha mão desceu para o seu peito e percebi o silêncio de seu coração eu gritei, gritei muito te chamando de volta pra mim e o quarto se encheu de médicos e todo tipo de profissional ressuscitador, numa dedicação incansável e firme na decisão de o fazer voltar. Era uma equipe de mais de 20 profissionais envolvidos, vozes se revezando no comando, muita correria pelos corredores, como nos filmes... Quando um médico gritou: pulso, bolsa de sangue, eu percebi que ele tinha voltado e quase desfaleci..."

Segundo dona Veralinda, o filho sempre foi intenso e desafiador. Ela relembrou episódios em que ele ignorou alertas médicos importantes e, mesmo com limitações de saúde, escolheu viver à sua maneira. "Debochou da morte quando um renomado cardiologista lhe falou em 2019 que se não se tratasse teria apenas um ano e meio de vida... Não se tratou... Riu quando a médica lhe recomendou jamais colocar uma gota de álcool da boca: bebeu todas… Quando a gastro, há mais de 20 anos atrás me perguntou o que estava fazendo pela saúde dele, pois já estava com 12 anos e todas as crianças da idade dele com a mesma patologia que não transplantaram já haviam falecido, eu lhe respondi: 'Fé! Fé em Deus, em Jesus Cristo, em Oxalá, em Buda, no povo do oriente, em Alá, em Exu... Fé nos Anjos e nos Arcanjos. Fé em Nossa Senhora, nos médicos, nos curandeiros e no amor que todos temos por ele'", escreveu.

No desfecho do relato, Veralinda recordou a primeira vez em que sentiu que o filho poderia partir, ainda nos primeiros dias de vida, e revelou que continua esperando, em silêncio, que tudo não passe de mais uma travessura dele.

"Mas a primeira superação foi quando aos 7 dias de vida ele revirou os olhos no meu colo e tive a impressão de que ele iria partir. Ali, eu entendi que tinha em meus braços um espírito fujão. E por isto estou esperando que seja só mais um susto, uma piada, e que a qualquer hora vais voltar pra mim, meu filho!", concluiu.

Márcia Piovesan
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