Câncer que tirou a vida de Netinho: entenda o linfoma não Hodgkin e os principais sinais da doença
Morte de Netinho: Linfoma não Hodgkin: conheça os sintomas, os tratamentos e as chances de cura do câncer
A morte do cantor Netinho, aos 59 anos, acendeu o alerta sobre o linfoma não Hodgkin, câncer no sistema linfático com mais de 40 subtipos. A doença surge pela multiplicação desordenada de linfócitos e tem como sintomas caroços no corpo, suor noturno, febre e perda de peso. O diagnóstico requer biópsia, e o tratamento varia de quimioterapia a transplante. Recaídas precoces pioram o prognóstico, como ocorreu com o artista, cujo tumor retornou de forma agressiva após breve remissão.
A morte do cantor Netinho, aos 59 anos, após a volta de um linfoma não Hodgkin, chama atenção para um tipo de câncer que pode apresentar diferentes formas de evolução e exigir tratamentos específicos. Diagnosticada inicialmente em 2025, a doença voltou a ser identificada no artista no ano seguinte, após um período de remissão. O caso ajuda a compreender as características desse grupo de tumores, que se desenvolvem no sistema linfático, estrutura fundamental para a defesa do organismo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 40 subtipos, com comportamentos distintos.
Caroços e suor noturno estão entre os sinais de alerta
O linfoma não Hodgkin acontece quando determinados linfócitos, células que participam da resposta imunológica, passam a se multiplicar de maneira descontrolada. Um dos sintomas mais conhecidos é o crescimento dos gânglios linfáticos, que pode ser percebido por caroços no pescoço, nas axilas ou na virilha. Febre persistente, suor noturno, coceira, tosse, emagrecimento sem explicação e cansaço também podem aparecer. Como os tecidos linfáticos estão distribuídos pelo corpo, as manifestações variam conforme as regiões afetadas. A confirmação depende de avaliação médica e exames, incluindo biópsia.
Tratamento depende do subtipo e da evolução do câncer
As possibilidades terapêuticas incluem quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, terapias-alvo e, em situações específicas, transplante de medula óssea ou terapia CAR-T. De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), as taxas de cura podem variar significativamente conforme o subtipo e a extensão da doença. O hematologista Guilherme Duffles, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Oncologia D'Or, explica que o intervalo entre o tratamento inicial e uma recaída também influencia o prognóstico. "Pacientes que fizeram um tratamento de primeira linha e têm uma recaída da doença muito próximo ao término do tratamento tendem a ter uma evolução pior do que aqueles que tiveram um tempo longo de remissão", afirma.
O linfoma não Hodgkin não deve ser confundido com o linfoma de Hodgkin, embora ambos atinjam o sistema linfático. A distinção é feita por meio da análise das células na biópsia e interfere na escolha do tratamento. No tipo Hodgkin, a identificação das células de Reed-Sternberg é uma característica importante para o diagnóstico. Já o grupo não Hodgkin reúne doenças com ritmos de progressão variados, desde formas lentas até quadros agressivos. Netinho iniciou o tratamento em março de 2025, entrou em remissão naquele ano e revelou, em maio de 2026, que o câncer havia retornado de maneira mais agressiva.
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