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Brasileira processa MrBeast, maior youtuber do mundo, e denuncia assédio sexual: 'Tentaram me calar'

Lorrayne Mavromatis fez uma série de acusações contra a Beast Industries, da qual ela é ex-funcionária

22 abr 2026 - 20h31
(atualizado às 22h42)
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A brasileira Lorrayne Mavromatis fez uma série de acusações na Justiça contra a Beast Industries, da qual ela é ex-funcionária. A empresa de mídia foi fundada por Jimmy Donaldson, mais conhecido como MrBeast, o maior youtuber do mundo.

Em uma queixa apresentada em um tribunal federal da Carolina do Norte, obtida pela revista People, Lorrayne alegou ter sofrido assédio sexual por parte do CEO da Beast Industries, James Warren, ter sido tratada de forma consistentemente diferente de seus colegas homens e ter sido rebaixada — e, por fim, demitida — após apresentar uma denúncia formal sobre comportamentos inadequados na empresa.

Brasileira relatou que sofreu diversos comentários indevidos enquanto trabalhava na Beast Industries
Brasileira relatou que sofreu diversos comentários indevidos enquanto trabalhava na Beast Industries
Foto: Reprodução/@lorraynemavromatis e @mrbeast/Instagram

Um porta-voz da Beast Industries negou veementemente as alegações de Mavromatis à People.

Segundo a denúncia, Mavromatis foi contratada pela Beast Industries em agosto de 2022 como chefe do Instagram e foi promovida duas vezes em seu primeiro ano, mais que dobrando seu salário.

A ação descreve o ambiente de trabalho da empresa como um "clube de meninos" que incluía uma política de que "era aceitável que os meninos fossem infantis".

As funcionárias teriam sido excluídas das reuniões exclusivamente masculinas, tratadas de forma depreciativa na frente dos colegas e fizeram comentários indesejáveis sobre a sua presença.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, a brasileira descreveu episódios de importunação sexual envolvendo o CEO. Segundo ela, foi obrigada a participar de reuniões individuais na casa dele, em um quarto iluminado apenas por um abajur, onde ouvia comentários sobre sua aparência.

"O CEO me disse que Jimmy [MrBeast] fica muito sem jeito perto de mulheres atraentes e que, quando eu estava por perto e ele precisava ir ao banheiro, não era realmente o banheiro que ele estava usando", afirmou.

O youtuber MrBeast tem centenas de milhões de seguidores
O youtuber MrBeast tem centenas de milhões de seguidores
Foto: Reprodução/@mrbeast via Youtube / Estadão

"Eu era uma das poucas mulheres na diretoria executiva e, muitas vezes, a única mulher na sala. Quando eu dava uma ideia, era chamada de burra — para depois ver um homem dizer exatamente a mesma coisa noventa segundos depois e receber uma salva de palmas. Me mandaram calar a boca na frente de toda a minha equipe", relatou.

A influenciadora contou que situação se agravou durante a gravidez, quando, mesmo com a licença-maternidade aprovada pelo RH, foi pressionada a trabalhar. Ela relata ter participado de uma reunião de equipe dentro do hospital, já em trabalho de parto.

"Com menos de um mês de pós-parto, em meio a uma depressão pós-parto, tive que embarcar em um avião, sair do país para uma gravação do canal principal e deixar meu bebê recém-nascido para trás", relembrou Lorrayne.

Na sequência, a brasileira contou ter sido demitida duas semanas após o retorno da licença. A justificativa que a empresa teria dado a ela foi: "Você é de um calibre alto demais para esta posição. Precisamos de alguém de um calibre mais baixo."

"Não tive a chance de me curar, tanto física quanto mentalmente. Hoje, estou entrando com uma ação judicial. Por todas as mulheres que enfrentaram o medo no ambiente de trabalho, que foram levadas a acreditar que precisavam escolher entre seus bebês e suas carreiras. Por todas as mulheres que foram silenciadas. Tentaram me silenciar o suficiente, mas chega", finalizou.

Estadão
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