Atores de 'A Viagem' vivem situações assustadoras e revelam momentos sobrenaturais nos bastidores
Mais de 30 anos depois da versão de 1994, Carolina Dieckmann conta que uma câmera teria se movimentado sozinha durante as filmagens da nova adaptação
Marcada por temas espíritas, a novela "A Viagem" (1994) acumulou relatos de mistérios nos bastidores, como alarmes disparando na casa de Christiane Torloni e uma borboleta pousando em um caixão cenográfico narrada por Lucinha Lins. Décadas depois, os fenômenos inexplicáveis voltaram a ocorrer nas gravações da adaptação cinematográfica da obra: Carolina Dieckmann, nova intérprete de Diná, relatou que uma câmera girou sozinha no set, onde médiuns afirmaram sentir a presença de espíritos.
Exibida originalmente pela TV Globo em 1994, A Viagem se tornou uma das novelas mais lembradas da teledramaturgia brasileira por abordar de maneira direta assuntos ligados ao espiritismo, à vida após a morte, ao carma e à evolução espiritual. Além da repercussão entre o público, a produção também ficou conhecida por relatos curiosos feitos por integrantes do elenco sobre acontecimentos que teriam ocorrido longe das câmeras.
Mais de três décadas depois, essas histórias ganharam um novo capítulo. Carolina Dieckmann, protagonista da adaptação cinematográfica da trama, revelou que situações consideradas inexplicáveis também teriam acontecido durante as gravações do novo filme.
Christiane Torloni viveu momentos misteriosos
Na novela original, Christiane Torloni interpretou Diná, uma das personagens centrais da história. Durante o período de gravações, a atriz contou que passou por episódios que lhe causaram estranheza.
Na época, Christiane morava sozinha em um apartamento e percebeu que os alarmes instalados nos quartos começaram a emitir sinais durante a madrugada. Segundo ela, não havia uma explicação aparente para o que estava acontecendo.
"Eu nunca fui impressionável, mas aquilo não me deixava dormir", relatou a atriz no programa Conversa com o Bial.
O episódio teria feito Christiane buscar orientação com o diretor Wolf Maya. Segundo a atriz, ele vinha de uma família tradicionalmente ligada ao espiritismo em Goiás.
Diante da situação, ela chegou a perguntar ao diretor se seria necessário "pedir licença" antes de realizar aquele trabalho, já que a novela mergulhava em temas relacionados ao mundo espiritual.
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Elenco teve contato com o espiritismo
O assunto não ficou restrito à interpretação dos personagens. A preparação para a novela também teria envolvido estudos relacionados à temática espiritual.
Maurício Mattar, responsável por interpretar Téo na produção, contou posteriormente que os atores participaram de aulas sobre espiritismo e chegaram a fazer orações antes de algumas gravações.
O ator também relatou que alguns integrantes do elenco teriam passado por experiências que interpretaram como espirituais. Mattar, porém, afirmou que não havia vivenciado pessoalmente situações semelhantes.
Borboleta chamou atenção durante gravação
Outro relato que permaneceu associado aos bastidores de A Viagem foi contado por Lucinha Lins, intérprete de Estela.
Durante a gravação da sequência da cremação de Alexandre, personagem vivido por Guilherme Fontes, uma borboleta teria entrado no estúdio e pousado sobre o caixão utilizado na cena.
Para Lucinha, o acontecimento ganhou um significado especial. A atriz interpretou a presença do animal como uma espécie de sinal de luz ou proteção para Christiane Torloni durante a realização daquela sequência.
O episódio acabou se tornando uma das histórias curiosas relacionadas à atmosfera espiritual da novela.
Carolina Dieckmann relata novo acontecimento
Em 2026, a história ganhou uma nova versão para o cinema, com Carolina Dieckmann assumindo o papel de Diná, personagem que ficou marcada pela interpretação de Christiane Torloni.
Durante as filmagens, Carolina também afirmou ter presenciado um acontecimento que considerou difícil de explicar. Em entrevista à revista Quem, a atriz contou que uma câmera teria começado a girar sozinha enquanto a equipe trabalhava.
Segundo ela, esse foi um dos episódios que mais chamou a atenção durante a produção.
"A gente não sabe dos mistérios, mas aconteceu, assim, da câmera girar sozinha", contou.
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Espiritualistas também passaram pelo set
Carolina ainda revelou que o ambiente das gravações recebeu pessoas ligadas ao espiritismo. Entre os visitantes estavam espiritualistas e espíritas que, segundo a atriz, afirmaram perceber a presença de espíritos no local.
Apesar dos relatos, Carolina não descreveu o set como um ambiente tomado por acontecimentos assustadores. Pelo contrário, destacou a sensação de proteção durante o trabalho.
A temática do filme também acabou adquirindo um significado particular para a atriz. Ao longo do período das filmagens, ela enfrentou momentos de luto e percebeu uma relação entre as questões abordadas pela história e experiências pessoais.
Por isso, participar da produção acabou sendo encarado por Carolina como uma experiência especialmente significativa, que ela chegou a definir como algo "curativo".
Uma história que continua cercada de mistérios
Entre os relatos de Christiane Torloni, as experiências contadas por outros integrantes do elenco de 1994 e o episódio vivido por Carolina Dieckmann décadas depois, A Viagem continua associada a histórias que ultrapassam os limites da ficção.
Seja interpretada como coincidência, efeito das gravações ou experiência espiritual, a sequência de acontecimentos relatados por pessoas envolvidas com as duas versões ajudou a alimentar o mistério em torno de uma das histórias mais conhecidas da televisão brasileira.
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