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Apesar da trégua, briga entre sogro e noivo de Marina Ruy Barbosa pode continuar na Justiça baiana

Abdul, noivo de Marina, tentou interditar o pai na Justiça e falhou; agora pode responder por litigância de má fé

12 dez 2024 - 18h22
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Jamel e Abdul Fares posam juntos | Marina Ruy Barbosa faz ensaio
Jamel e Abdul Fares posam juntos | Marina Ruy Barbosa faz ensaio
Foto: Reprodução | Instagram

Nos últimos dias uma briga judicial entre Jamel Fares e Abdul Fares resvalou em Marina Ruy Barbosa. O imbróglio começou em razão do noivo de Marina Ruy Barbosa, Abdul, ter movido um processo de interdição contra seu pai, Jamel. Ambos moram em São Paulo, em casas separadas, em Alphaville, mas a ação foi protocolada na Justiça de Simões Filho, localizada na região metropolitana de Salvador (BA). 

No processo, que corre em segredo de Justiça, Abdul Fares acusa o pai, baseado em um suposto laudo assinado pelo Hospital Albert Einstein, de sofrer de diversos quadros de saúde, como depressão profunda, cardiopatia, dependência química de medicamentos controlados e um quadro de agressividade.

O processo de Abdul foi descoberto por Jamel de forma despretensiosa. Como ele administra um grupo de empresas, possui uma assessoria jurídica com busca ativa que fica atenta a possíveis processos no Brasil. Em determinado momento, a equipe localizou uma ação contra Jamel Fares partindo de seu próprio filho.

O sócio-fundador, então, contratou um escritório, a Warde Advogados, para contestar a ação no foro baiano. Lá, descobriram que Abdul tinha alugado um imóvel na cidade para poder acionar juridicamente o pai. A tal casa tem aluguel de R$ 2 mil e pouco lembra o luxo que o herdeiro é acostumado em Alphaville. 

Jamel, então, registrou notícia-crime contra o próprio filho alegando falsidade ideológica, visto que o laudo médico apresentado pelo filho não teria procedência e que o herdeiro também não mora na remota cidade baiana. Em documentos acessados pelo Terra, ele classifica Abdul como 'ingrato e parasita'.

Procurado pelo Terra, a Warde Advogados, empresa que representa Jamel Fares, negou que o empresário tenha registrado notícia-crime contra Abdul Fares. "Me surpreendi, jamais aprovei medidas criminais contra meu filho, apenas tomei conhecimento do caso no dia 10", diz Jamel, em texto.

Entretanto, documentos acessados pela reportagem do Terra mostram que o empresário autorizou registro de notícia-crime contra seu filho no dia  5 de dezembro. A defesa do noivo bilionário de Marina Ruy Barbosa foi procurada e não respondeu até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.

Posicionamento de Jamel Fares
Posicionamento de Jamel Fares
Foto: Terra

Nos últimos dias, apesar da alta repercussão em torno do assunto, pai e filho parecem ter acertado uma trégua. Nas redes, eles compartilharam um registro sorrindo, tomando café da manhã e lendo o jornal. A informação nos bastidores é que ambos teriam declinado de seus respectivos processos na Justiça.

Mesmo que a notícia-crime de falsidade ideológica e o processo de interdição que estava em segredo de Justiça sejam arquivados, Abdul Fares ainda pode responder criminalmente em Simões Filho por litigância de má fé, ou seja, quando alguém faz uso do sistema motivado por conduta desonesta. Alguns motivos para tal seriam: a falsa moradia na cidade baiana e o suposto laudo médico para interditar o pai.

Marina Ruy Barbosa e Abdul assumiram o relacionamento em agosto de 2023. Em outubro eles ficaram noivos. Esta semana, à imprensa, ela disse que vai morar com ele para 'fazer um test-drive antes de casar'.

Interdição do pai foi 'cereja do bolo'; entenda a briga de família

Conforme fontes afirmaram ao Terra, existe uma rixa familiar entre os Fares há alguns anos. O fundador e patrono dos negócios, também de nome Abdul, imigrou do Líbano há décadas e construiu seu império no Brasil. Quando morreu, deixou o patrimônio para os quatro filhos: Bahjet, Jamel, Adiel e Nasser.

Em determinado momento, Bahjet, que adotou nome brasileiro de Fábio, vendeu sua parte para os irmãos, que passaram a administrar o grupo em partes iguais, 33,33%. Ao longo dos anos, os negócios cresceram e eles ficaram com patrimônio dividido entre Lojas Marabraz, Clínica Fares e a holding LP Administradora.

Em 2011, o trio, visando uma estratégia de blindagem de patrimônio, transferiu a LP Administradora para seus respectivos herdeiros, a chamada terceira geração. Então, Jamel transferiu sua parte para Abdul e outras duas filhas; Nasser para sua única filha; e Adiel para Nader e sua segunda filha.

Em 2019, os primos Abdul e Nader [filho de Adiel e namorado de Jade Picon], criaram o Blue Group, empresa para administrar o e-commerce das Lojas Marabraz. O negócio não foi bem, deu prejuízo, o que desgastou a relação deles com tio, Nasser, mandachuva do grupo e responsável por questões imobiliárias.

Marina Ruy Barbosa usa anel de noivado
Marina Ruy Barbosa usa anel de noivado
Foto: @marinaruybarbosa | Instagram

Em determinado momento, Nasser resolveu reassumir a área de vendas online da Lojas Marabrás e colocar de escanteio os sobrinhos. Magoados, Abdul e Nader, acusados de 'incinerar o patrimônio da família' com gastos pessoais, começaram a tentar controlar a LP Administradora, que está no nome deles.

Na queixa-crime registrada por Jamel, por exemplo, são descritos alguns exemplos dos gastos de Abdul. O documento chega a citar o anel de R$ 6 milhões que ele deu para a amada, Marina Ruy Barbosa, ressaltando o 'furor da imprensa na viagem de noivado em jatinho particular a Dubai'.

"Nos últimos dois anos e meio, Abdul torrou em despesas pessoais pelo menos R$ 22,5 milhões com recursos que pertencem às empresas da família, em viagens de jatinho, aquisição de helicópteros, compra de diamantes no valor de milhões de reais para presentear sua noiva, entre outras indulgências [...] Abdul Fares não tem renda própria. Todas as suas despesas pessoais, mais apropriadas à corte inteira de um sultanato do que a de um indivíduo solteiro, são pagas exclusivamente pelas rendas de aluguel dos imóveis da família Fares que estão alocados na LP Administradora".

Com todos esses problemas, Jamel, Adiel e Nasser decidiram tentar reaver na Justiça o patrimônio que foi repassado aos herdeiros há alguns anos atrás. Não há mais detalhes, pois o processo corre em segredo.

Fonte: Redação Terra
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