Ana Paula Siebert e filha comem grilo, e pediatra explica: 'Não há nada errado'
Ana Paula Siebert dá grilo para filha comer e acende debate sobre saúde; veja
Ana Paula Siebert chamou atenção ao aparecer com a filha, Vicky Justus, experimentando um grilo comestível. A cena gerou surpresa e dividiu opiniões nas redes sociais, levantando dúvidas sobre segurança, nutrição e riscos do consumo de insetos por crianças. Para esclarecer o tema, conversamos com a pediatra Renata Castro, que explica que, apesar do estranhamento cultural, a prática não é necessariamente prejudicial.
"Do ponto de vista nutricional e de segurança alimentar, não há nada intrinsecamente errado em comer grilos ou outros insetos comestíveis, desde que sejam produzidos, armazenados e preparados dentro de padrões adequados de higiene e controle sanitário."
Insetos são nutritivos e comuns em outras culturas
Segundo a pediatra, os insetos comestíveis têm alto valor nutricional. "Eles são ricos em proteínas de boa qualidade, vitaminas como a B12, minerais essenciais como ferro e zinco, além de fibras, com perfis comparáveis — e às vezes até superiores — aos das carnes tradicionais."
Renata lembra ainda que a entomofagia não é uma moda recente, mas uma prática cultural antiga e amplamente difundida em regiões da África, Ásia e América Latina, fazendo parte da alimentação de bilhões de pessoas. Outro ponto frequentemente destacado é a sustentabilidade, já que a criação de insetos gera menor impacto ambiental do que a pecuária convencional.
Quais são os cuidados, especialmente com crianças
Apesar dos benefícios, a pediatra alerta que, como qualquer alimento de origem animal, existem riscos. "Podem ocorrer reações alérgicas, principalmente em pessoas com alergia a crustáceos, e há risco de contaminação quando o alimento não é processado corretamente, assim como acontece com carnes e frutos do mar."
Ela ressalta que, embora estudos indiquem que produtos à base de insetos podem ser seguros e bem aceitos, ainda há poucas pesquisas específicas sobre o consumo do inseto inteiro por crianças pequenas, o que exige cautela. "Isso reforça a importância da procedência segura, da moderação e da orientação profissional", destaca.
Para Renata Castro, o ponto central não é o fato de ser um grilo, mas como e de onde vem o alimento. "Segurança, qualidade e contexto são fundamentais em qualquer dieta infantil."