'A Grande Fúria Do Mundo': Mario Sergio Cortella e filho lançam podcast 'para aproximar gerações'
Em debates sobre família, filosofia e mais, Pedro Mota Cortella e seu pai mostram que 'em cada indivíduo da geração Z, existe um tanto de Y, de Z e de baby boomer'
Inspirados na canção Pais e Filhos, Mario Sergio Cortella e seu filho Pedro Mota Cortella buscam explicar A Grande Fúria do Mundo no Amazon Music. O serviço de streaming lançou nesta terça-feira, 14, o podcast intitulado com o trecho da canção da Legião Urbana.
Na produção, os jornalistas trazem para a conversa debates entre gerações. Além de filosofia, alguns dos principais temas serão: arte, literatura, psicologia e mais.
No episódio de estreia, o debate não poderia ser outro: família. Em entrevista ao Estadão, Pedro comenta que a ideia do projeto surgiu justamente a partir do questionamento de muitos fãs:
"A pergunta que meus irmãos e eu sempre temos que responder é: 'como é ser filho do Cortella?'. A partir disso, eu provoquei [meu pai] com 'e se no caminho a gente ainda tentasse explicar A Grande Fúria do Mundo, como pedia o Renato Russo na canção Pais e Filhos?'".
Mario Sergio explica que a conversa entre pai e filho ser através de um podcast proporciona reflexão não só entre os familiares, mas também nos ouvintes:
"Trazer agonias e alegrias da vida e das convivências, sob a perspectiva de duas gerações interligadas pelo nicho familiar e, ao mesmo tempo, distanciadas pelos tempos de modo diverso vividos, é extremamente relevante para quem papeia diretamente (nós dois) e para quem papeia indiretamente (quem nos ouve), fazendo com que haja uma 'audiência ativa', na qual quem nos 'ouça' não apenas ouça, mas reflita, eleve, proteja, renegue".
Relação de pai de filho
Ainda que haja o espaço aberto para reflexão de temas do cotidiano, o projeto familiar também é desafiador para os Cortella. Enquanto Pedro revela que era difícil "sair do papel de jornalista" enquanto conversava com o pai, Sergio aponta que "o mais árduo foi deixar essa condição de maestria compulsória".
Enxergar no filho um companheiro de debate e não "um exercício de autoridade unilateral". No entanto, ao se permitir entrar nesse papel, o aprendizado foi grande e a aproximação também.
"A sistematização de conversas em torno de temas cruciais para quem convive permite uma proximidade maior e atenta deste pai com o universo mental, encantador e também intrigante de um de seus filho", diz Mario.
Por fim, Pedro reflete sobre a importância do projeto para além de seu convívio familiar: "Esse podcast foi pensado para aproximar gerações. Conversando a gente entende que existem mais semelhanças que diferenças. Dentro de cada indivíduo da geração Z existe um tanto de Y, de Z e de baby boomer. É só dar tempo ao tempo para que a gente se conecte a partir daquilo que realmente somos".
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