340m², 5 suítes, 4 vagas na garagem, condomínio de R$ 6 mil, IPTU de R$ 19,3 mil e cenário de crime brutal em 2012: à venda há 15 meses, cobertura de 3 andares de R$ 2,8 milhões encalha em SP. 'Cliente ligou chorando'
Cobertura luxuosa em São Paulo, avaliada em milhões, está à venda há meses sem encontrar comprador. O motivo? Um crime bárbaro cometido no imóvel em 2012. Saiba detalhes do apartamento de 3 andares
Uma cobertura de 340 m² na Zona Oeste de SP está encalhada há 15 meses por R$ 2,8 milhões, valor abaixo da avaliação de R$ 3,5 milhões. O imóvel de três andares, cinco suítes e piscina privativa sofre com a desvalorização e a rejeição de compradores por ter sido o local onde Elize Matsunaga assassinou e esquartejou o empresário Marcos Matsunaga, em 2012. Além do estigma do crime brutal, os altos custos fixos, como condomínio de R$ 6 mil e IPTU de R$ 19,3 mil, também afastam interessados.
Uma cobertura milionária de R$ 2,8 milhões está encalhada no mercado imobiliário de São Paulo mesemo sendo vendida por quase R$ 1 milhão a menos. O motivo? Foi naquele imóvel que em maio de 2012 Elize Matsunaga matou o marido, o empresário Marcos Matsunaga de forma cruel: após usar uma pistola para matar o executivo o decapitou ainda vivo. Depois, retalhou o corpo.
A cobertura de três andares foi posta à venda em julho de 2025 e conta com 340 metros quadrados. "O imóvel é muito bom, você se perde nele de tão grande que é", afirmou uma corretora ao jornal "Folha de S.Paulo" e há 15 anos no mercado. A profissional desconhecia que o local foi palco do crime bárbaro e só soube por uma mulher que tinha interesse em comprar o imóvel na Vila Leopoldina, Zona Oeste de São Paulo.
"Essa cliente me ligou chorando, desesperada. Ela falou que não iria morar em um apartamento em que assassinaram uma pessoa de forma tão cruel", relatou.
Os detalhes da casa de Marcos Matsunaga
Corretor ouvido pelo jornal aponta que o imóvel vale aproximadamente R$ 3,5 milhões e reúne cinco suítes e quatro vagas na garagem, sendo próximo ao parque Villa-Lobos. Por mês, o futuro morador terá que desembolsar R$ 6 mil de condomínio e, por ano, R$ 19.3 mil de IPTU - imposto possível de ser parcelado em 12 meses.
Os cômodos da casa onde morou Marcos são amplos, há uma piscina privativa e uma churrasqueira grande, assim como armários, banheira de hidromassagem e aparelhos de ar-condicionado. Segundo a reportagem, há uma...
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