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Atletas de eSports encaram treinos de até 13 horas e distância da família

23 out 2018
08h03
atualizado em 25/10/2018 às 17h52
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Ainda hoje, a imagem atrelada aos fãs de vídeo game é a de pessoas preguiçosas e sem grande disciplina. No entanto, essa percepção antiquada já não faz mais tanto sentido há alguns anos, desde que vários desses atletas têm transformado esses jogos no seu trabalho.

Este é o caso de seis jovens que decidiram deixar para trás o conforto de suas casas e a família para viverem juntos numa chamada Gaming House, uma espécie de centro de treinamentos voltada ao eSports, em São Paulo.Atuando pela equipe da Vivo Keyd, esses cybers atletas possuem uma rotina de treinos extremamente pesada e desgastante para competir nas maiores competições do jogo League of Legends.

Confira o especial de três capítulos da Gazeta Esportiva sobre os eSports!

Um dos principais destaques da equipe, o jogador da rota do topo Felipe "Yang" Zhao explicou, em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva, qual é a rotina diária de uma das principais equipes do cenário nacional de eSports.

"Na rotina de treinamento, geralmente, a gente acorda de manhã, dependendo se o pessoal vai para a academia ou não. Às 13 horas começa o treino e vamos até às 16 no primeiro bloco. Aí temos um intervalo de uma hora e começa o segundo bloco, até às 20 ou 21hrs. Depois, temos o tempo livre, mas geralmente nós usamos isso para continuar treinando e jogando individualmente. Estamos sempre treinando, sem muito tempo livre", explicou.

O desgaste da rotina é tanto que o staff da Keyd buscou a ajuda de João Ricardo Cozac, psicólogo especializado na área esportiva. Segundo o "professor", como é chamado por todos na casa, o nível de exigência psicológica no mundo do eSports é tão grande, senão maior, em comparação a outras modalidades esportivas.

"Existe um paradoxo. O pessoal não consegue ver o eSports com o profissionalismo que ele exige, mas é uma das modalidades que mais se treina no mundo. Qual é o esporte que um atleta treina 12, 13 horas diárias? Então a exigência psicológica é gigante e a resiliência tem que estar sempre presente", avaliou em entrevista exclusiva à Gazeta Esportiva.

Além de todo o treinamento, outra dificuldade que os atletas precisam saber superar é a ausência da família por perto. Nascido em Caratinga, município de Minas Gerais, o jogador Micael "micaO" Rodrigues revelou que essa distância dos parentes é algo complicado de se acostumar.

"É algo que é bem difícil de acostumar. Eu sempre tive um contato bastante próximo com meus familiares e isso vem sendo algo complicado. Você acaba se acostumando com o tempo, mas você sempre fica sentindo um pouco. Hoje o contato acontece mais por mensagens ou no meio que for possível", avaliou o atirador da equipe.

*Especial Gazeta Esportiva

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