Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Festival de Cinema de Veneza volta-se para política enquanto Hollywood se afasta

1 set 2026 - 11h04
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Em meio à crise de Hollywood, que reduziu sua presença devido a altos custos e receio de críticas, o Festival de Veneza aposta em uma programação voltada a temas políticos e sociais globais, como guerras e imigração. Apesar do recuo dos grandes estúdios, o tradicional evento mantém o brilho com a presença de astros como George Clooney e a exibição de obras de cineastas de renome internacional, abrindo a edição com o drama Ink, do diretor Danny Boyle.

Hollywood está enfrentando uma ‌crise e se afastou em grande parte do Festival de Cinema de Veneza deste ano, abrindo espaço para uma programação marcada pela política global e pelas turbulências sociais, afirmou na terça-feira o diretor do evento.

O diretor do festival, Alberto Barbera, disse que a programação ousada ⁠reflete o crescente envolvimento dos cineastas com os acontecimentos contemporâneos, que ‌vão desde o conflito em Gaza e a invasão russa da Ucrânia até a ascensão dos bilionários e as medidas de controle ‌da imigração nos Estados Unidos.

O festival de ‌cinema mais antigo do mundo, que começa na quarta-feira ⁠e vai até 12 de setembro, tradicionalmente marca o início da temporada de premiações, mas muitos dos candidatos ao Oscar apoiados pelos estúdios — que antes lotavam sua programação — estão ausentes, assim como estiveram em Cannes, em maio.

"O problema é Hollywood. Eles enfrentam uma enorme crise", ‌disse Barbera à Reuters. "Estão produzindo menos filmes, que são mais caros. Alguns ‌deles dão muito certo ⁠e outros, ao ⁠contrário, são um desastre comercial. Por isso, não sabem o que fazer."

Especialistas do ⁠cinema afirmam que orçamentos mais ‌apertados reduziram o entusiasmo dos ‌estúdios por estreias caras em Veneza. Eles também temem críticas devastadoras, como as que afundaram a sequência de "Coringa" em Veneza em 2024, antes mesmo de poderem apresentá-la ao público pagante.

No entanto, ⁠Veneza não vai ficar sem o brilho das estrelas. George Clooney e Ellen Burstyn receberão prêmios pelo conjunto de suas carreiras, enquanto Robert Pattinson, Penélope Cruz, Javier Bardem, John Malkovich e Rooney Mara são todos esperados no Lido.

As ‌estrelas do rock britânico Liam e Noel Gallagher também marcarão presença na estreia de "Don't Look Back in Anger", um documentário sobre o ⁠Oasis e a reunião da banda.

A programação de 2026 inclui novos filmes de diretores de renome, entre eles Martin McDonagh, Florian Zeller, Danny Boyle e Werner Herzog, que disputarão o Leão de Ouro.

O Festival será aberto com "Ink", de Boyle, um drama sobre a aquisição, em 1969, do tabloide britânico "The Sun" por Rupert Murdoch, o que ajudou a lançar seu império global de mídia.

Barbera apontou o filme como um dos favoritos ao Oscar, assim como os filmes do sul-coreano Lee Chang-dong, do japonês Hirokazu Kore-eda e de Shinya Tsukamoto, outro cineasta japonês que apresentará uma história em inglês sobre a Guerra do Vietnã, "Mr. Nelson, Did You Kill People?".

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar
TAGS

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra