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Fenômeno do BookTok, livro vira filme com Anne Hathaway

14 ago 2026 - 16h47
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Resumo
O livro "Bons Tempos: Yesteryear", fenômeno no BookTok e best-seller nos EUA com 1,4 milhão de cópias vendidas, chega oficialmente ao Brasil em 17 de agosto. A obra combina humor e crítica social ao abordar o movimento tradwife e a perfeição estética das redes sociais. Anne Hathaway estrelará a adaptação cinematográfica pela Amazon MGM Studios. 📚✨

Sabe aquele livro que começa a aparecer em todos os vídeos do BookTok antes mesmo de chegar às livrarias brasileiras? "Bons Tempos: Yesteryear" é exatamente esse fenômeno.

Diante da alta procura na pré-venda, a editora Rocco decidiu antecipar o início oficial das vendas no Brasil para a próxima segunda-feira, 17 de agosto. A publicação é o romance de estreia da jornalista norte-americana Caro Claire Burke.

Nos Estados Unidos, o livro alcançou cerca de 1,4 milhão de cópias vendidas em apenas cinco meses. A obra também apareceu no topo de rankings literários importantes, como a lista de best-sellers do The New York Times e o BookTok Charts, ranking oficial do TikTok.

A expectativa é tão grande que uma segunda edição brasileira já está a caminho. O título também ganhou atenção por ter seus direitos cinematográficos comprados pela Amazon MGM Studios antes mesmo da chegada oficial às prateleiras. Anne Hathaway está confirmada como estrela e produtora da adaptação.

Livro mistura humor e crítica social

"Bons Tempos: Yesteryear" acompanha Natalie, uma influenciadora digital que construiu um império baseado em uma vida aparentemente perfeita.

Nas redes sociais, ela mostra uma fazenda digna de filme, uma família numerosa, uma rotina doméstica impecável e uma fé inabalável. Tudo parece seguir o roteiro dos sonhos de milhões de seguidores.

Mas existe um detalhe: boa parte dessa perfeição depende de uma equipe trabalhando nos bastidores. A cozinha rústica esconde equipamentos industriais, as crianças contam com ajuda e o marido, apresentado como um homem tradicional e habilidoso, não é exatamente aquilo que parece.

A história começa a virar quando Natalie acorda em 1855. De repente, ela está em um mundo sem eletricidade, eletrodomésticos ou qualquer conforto moderno.

A personagem continua cercada por uma casa, um marido e crianças que parecem pertencer à sua vida. Só que alguma coisa está completamente errada. Os filhos estão sujos, o marido se tornou um fazendeiro de verdade e ninguém parece entender o que está acontecendo.

O livro transforma a fantasia de uma vida tradicional em um verdadeiro pesadelo. Natalie precisa carregar lenha, lavar roupas à mão e enfrentar o trabalho físico que antes romantizava nas redes sociais.

A grande pergunta é: ela viajou no tempo, está presa em um reality show ou está sendo testada por alguma força maior? A resposta movimenta o suspense e mantém a protagonista — e os leitores — tentando descobrir como escapar daquela realidade.

Livro provoca debate sobre as "tradwives"

A trama usa humor ácido para discutir o movimento tradwife, termo usado para descrever mulheres que defendem um estilo de vida baseado em papéis tradicionais de gênero, com foco na casa, no casamento e na família.

No universo de Natalie, essa rotina aparece como uma escolha perfeita e desejável. A personagem vende a ideia de que qualquer pessoa pode alcançar uma vida ideal se seguir os valores certos.

O problema é que a narrativa mostra tudo o que fica fora do enquadramento. O esforço, a exaustão, as desigualdades e a quantidade de pessoas necessárias para sustentar aquela imagem acabam escondidos.

Por isso, o livro não apresenta apenas uma aventura de viagem no tempo. A obra também questiona a obsessão pela perfeição estética na internet e a maneira como as redes sociais transformam rotinas cuidadosamente produzidas em modelos de vida.

O sucesso da história acompanha um interesse crescente por narrativas que revelam o que existe por trás de imagens perfeitas. Em entrevistas e análises internacionais, a obra vem sendo descrita como uma sátira sobre influência digital, tradição e a performance da feminilidade.

A protagonista também provoca sentimentos contraditórios. Em alguns momentos, Natalie parece vítima das próprias ilusões. Em outros, fica claro que ela ajudou a criar e vender aquela fantasia. É justamente essa contradição que torna a leitura mais interessante.

Livro já tem filme com Anne Hathaway

A adaptação cinematográfica de "Bons Tempos: Yesteryear" será produzida pela Amazon MGM Studios. Anne Hathaway está confirmada para interpretar Natalie e também participará da produção por meio da empresa Somewhere Pictures.

Os direitos do filme foram disputados antes do lançamento do romance. Segundo a Deadline, diferentes estúdios demonstraram interesse na obra, mas a Amazon MGM venceu a negociação.

Ainda não há diretor ou data de estreia anunciados para o longa. Mesmo assim, a escolha de Anne Hathaway já aumentou a curiosidade em torno do projeto.

A atriz tem experiência em personagens que transitam entre humor, drama e transformação pessoal. No caso de Natalie, ela deverá interpretar uma mulher que precisa encarar a diferença entre a vida que vendia e a realidade que nunca quis experimentar.

Enquanto o filme não chega, o público brasileiro poderá conhecer a história pelo livro. A edição da Rocco terá tradução de Anna Castro, 368 páginas e preço sugerido de R$ 69,90.

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