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Tatunca Nara e Akakor: conheça a história que inspirou a série true crime da HBO Max

Documentário revisita a lenda de uma cidade perdida na Amazônia, os desaparecimentos ligados às expedições e as suspeitas que cercam o homem que dizia conhecer o caminho até o local

10 set 2026 - 12h45
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Resumo
A série documental da HBO Max investiga os mistérios de Akakor, suposta cidade perdida na Amazônia divulgada pelo guia Tatunca Nara, identificado pela polícia alemã como Günther Hauck. A lenda atraiu expedições marcadas por mortes e sumiços não solucionados de estrangeiros nos anos 1980, além do assassinato do jornalista Karl Brugger. A produção confronta mitos e fatos por meio de documentos e depoimentos, buscando esclarecer os crimes e a farsa em torno da civilização misteriosa.

Tatunca Nara é o personagem central da história de Akakor, cidade que nunca teve sua existência comprovada
Tatunca Nara é o personagem central da história de Akakor, cidade que nunca teve sua existência comprovada
Foto: HBO Max Brasil via Youtube / Estadão

Uma cidade escondida no coração da Amazônia, uma suposta civilização com milhares de anos de história e um guia que afirmava saber como chegar até ela. A história de Tatunca Nara e da cidade perdida de Akakor atravessou décadas entre relatos, expedições e teorias, sem que a existência do local fosse comprovada.

Investigadores alemães identificaram o homem como Günther Hans Hauck, nascido em Coburgo, na Alemanha, em 1941. Tatunca, no entanto, contestou essa identificação.

A controvérsia sobre sua identidade se somou às suspeitas envolvendo estrangeiros que desapareceram depois de entrar na Amazônia em expedições relacionadas às histórias de Akakor.

Entre os casos citados estão os de John Reed, em 1980; Herbert Wanner, em 1983; e Christine Heuser, em 1987. Os restos mortais de Wanner foram encontrados posteriormente, enquanto os outros desaparecimentos permanecem sem solução.

Tatunca foi investigado pelas autoridades, mas não foi condenado pelas mortes.

O assassinato de Karl Brugger

O caso ganhou outro capítulo em 1984, quando Karl Brugger foi assassinado a tiros no Rio de Janeiro. O jornalista estava em uma praia de Ipanema quando foi morto. O crime nunca foi esclarecido.

A morte alimentou teorias que tentavam estabelecer uma relação entre o assassinato e o conteúdo de A Crônica de Akakor. Não há, porém, comprovação de que o crime tenha ligação com a cidade perdida ou com as investigações conduzidas por Brugger.

Décadas depois, a história continuou despertando interesse. Investigações e reportagens voltaram a examinar a trajetória de Tatunca e os desaparecimentos associados às expedições em busca de Akakor.

O que a série da HBO Max investiga?

Morte e Mistério na Amazônia parte justamente da distância entre a lenda e os fatos que podem ser investigados.

A produção confronta os relatos de Tatunca com documentos, pesquisas históricas e depoimentos de pessoas relacionadas ao caso. A proposta é entender como a história de Akakor ganhou força e o que aconteceu com aqueles que foram atraídos pela possibilidade de encontrar a cidade perdida.

Ao recuperar os relatos de quem participou ou acompanhou as expedições, a série também busca separar os elementos da lenda dos acontecimentos que permanecem sem explicação.

A produção é uma coprodução da HBO com a Producing Partners. Tatiana Issa e Guto Barra assinam direção e produção, com supervisão de Sergio Nakasone, Adriana Cechetti e Patricio Díaz pela Warner Bros. Discovery.

Estadão
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