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Sergio Leone? Maior diretor de faroestes da história é quase desconhecido, mas deixou 148 filmes

Conheça o diretor que está no livro dos recordes por fazer quase 150 filmes de faroeste em sua carreira.

21 fev 2024 - 05h00
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Quando falamos de grandes diretores que fizeram carreira com filmes de faroeste, normalmente pensamos em Sergio Leone, John Ford e Clint Eastwood; no entanto, é outro o nome do cineasta mais prolífico quando o assunto é a quantidade de filmes do gênero.

Cartaz de 'The Lone Star Ranger', de Lambert Hillyer
Cartaz de 'The Lone Star Ranger', de Lambert Hillyer
Foto: Redação Entre Telas

Nascido em South Bend, no estado de Indiana, em 1893, Lambert Hillyer foi um diretor de cinema e roteirista norte-americano que comandou ao todo nada menos que 148 filmes de faroeste durante sua carreira. O feito é tão incrível que Hillyer está no livro dos recordes por isso. Segundo o Guinness World Records, foram 156 filmes no total, dos quais 148 são westers

Mesmo assim, o cineasta é uma figura pouco falada ou lembrada no que tange a história moderna do cinema hollywoodiano. Apesar da abundância de obras (ou justamente por isso), Lambert não é uma figura a quem se dedica muita atenção nos estudos da Sétima Arte. Por isso, ele fica muitas vezes esquecido quando citamos filmes antigos.

Mas como é possível alguém dirigir tantos longas em um período tão curto? Somente no ano de 1941, foram 11 filmes! Além disso, segundo o IMDb, a grande maioria dos trabalhos foi feita entre os anos de 1930 e 1940. 

A título de comparação, Sergio Leone dirigiu o total de sete filmes ao longo de toda a sua carreira. 

Lambert Hillyer
Lambert Hillyer
Foto: J. Willis Sayre Collection of Theatrical Photographs

O diretor conseguiu entregar tantos projetos rapidamente graças ao tipo de filme que produzia. Ele era um cineasta que colocava a mão na massa em todos os aspectos da produção, e era essa versatilidade que fazia com que ele conseguisse entregar as obras finalizadas em um ritmo que agradava os estúdios. Vale destacar, também, que a grande maioria de suas obras eram filmes tipo B -- ou seja, com orçamento mais modesto e elenco sem muita experiência --, o que também naturalmente acelera todo o processo.

O truque, então, era justamente esse: fazer filmes rápidos e baratos para que os estúdios nunca ficassem sem o que lançar, em uma espécie de "linha de produção". A tática, apesar de levantar debates, funciona para movimentar os negócios, gerar lucro e manter os estúdios sempre em evidência; enquanto figuras como Hillyer geravam filmes em uma velocidade astronômica, os cineastas renomados tinham tempo para trabalhar com mais cuidado e sem muita pressa. 

Maior feito de Lambert Hillyer no cinema não é com faroeste

É até irônico, ou talvez um pouco triste, que o maior legado de Hillyer para o cinema não tenha relação alguma com filmes de faroeste.

Em 1936, foi ele quem dirigiu o filme 'A Filha de Drácula' para a Universal Picures. Sequência do clássico 'Drácula' de 1931, de Tod Browning, o longa é considerado complexo pelas camadas que imprime ao vilão e pela carga de tragicidade ao redor da qual opera. O filme, inclusive, terá uma refilmagem programada para este ano, dos diretores de 'Pânico 6' e estrelada por Kathryn Newton e Melissa Barrera. 

A outra grande contribuição de Hillyer veio em 1943, ele dirigiu a primeira adaptação de Batman para as telas. Trata-se de uma série em 15 partes encomendada pela Columbia Pictures, e que foi exibida nos cinemas com Lewis Wilson no papel-título e Douglas Croft como Robin. 

Pôster do serial de Batman de 1943
Pôster do serial de Batman de 1943
Foto: Redação Entre Telas

Diante de tudo isso, é interessante também ter a perspectiva de que o modus operandi de Lambert continua a ser aplicado atualmente, é claro que guardadas as devidas proporções. Para o Collider, o que Taylor Sheridan faz para expandir o universo de 'Yellowstone', trabalhando em múltiplas séries derivadas ao mesmo tempo, bebe muito da fonte de Hillyer. Além disso, com tantos trabalhos, é inegável que o diretor deixou bastante material para inspirar futuros cineastas, e provou não apenas que o faroeste é possível, mas que é um gênero que gera lucros e tem um apelo universal.

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Fonte: Redação Entre Telas
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