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Ridley Scott, diretor de 'Gladiador' e 'Blade Runner', diz que não é cineasta, mas um 'influenciador'

Diretor afirmou que sempre esteve à frente de seu tempo e critica a falta de variedade nas histórias produzidas por Hollywood

24 ago 2026 - 12h32
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Resumo
Aos 88 anos, o diretor Ridley Scott afirmou se considerar um "influenciador" por estar à frente de seu tempo e criticou a falta de originalidade em Hollywood. Em atividade contínua, o cineasta prepara o lançamento de "Ponto Sem Retorno", previsto para agosto nos cinemas brasileiros, e planeja projetos inéditos, como a adaptação de "A Ilha do Tesouro" estrelada por Hugh Jackman. Reconhecido por sua versátil trajetória de quatro décadas, Scott receberá um Oscar honorário em novembro.
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Ridley Scott, diretor de clássicos como Alien, o 8º Passageiro, Blade Runner, Thelma & Louise e Gladiador, não se vê apenas como um dos cineastas mais influentes de Hollywood. Em entrevista ao The Times of London, ele afirmou que prefere se definir de uma maneira bastante diferente: como um "influenciador".

Ridley Scott, diretor de 'Gladiador' e 'Blade Runner', diz que não é cineasta, mas um 'influenciador'
Ridley Scott, diretor de 'Gladiador' e 'Blade Runner', diz que não é cineasta, mas um 'influenciador'
Foto: 2166566390-(Axelle/Bauer-Griffin/FilmMagic) / Rolling Stone Brasil

"Eu nunca quero me repetir e todos os meus filmes estiveram no ponto. Frequentemente estive à frente do meu tempo e, se você está à frente do seu tempo, é um influenciador. Então não sou um cineasta, sou um influenciador", declarou Scott.

Aos 88 anos, o diretor continua trabalhando em novos projetos e afirma que ainda há desafios que gostaria de enfrentar na carreira. Entre eles estão um faroeste, um musical e uma história sobre elefantes africanos. Scott revelou também que escalou Hugh Jackman para sua adaptação de A Ilha do Tesouro.

O próximo filme do cineasta, porém, é Ponto Sem Retorno, estrelado por Jacob Elordi (Frankenstein), Margaret Qualley (A Substância) e Josh Brolin (A Hora do Mal), que chega aos cinemas brasileiros no dia 27 de agosto. Scott elogiou especialmente Elordi, a quem chamou de "uma grande estrela", e afirmou que os dois tiveram uma ótima relação durante a produção.

A escolha de dirigir Ponto Sem Retorno também estaria relacionada a uma insatisfação de Scott com o tipo de histórias que Hollywood vem produzindo. Para ele, a indústria tem insistido demais em fórmulas já conhecidas. "Tudo agora é sobre uma garota assassinada na floresta, ou um agente do FBI que é melhor do que qualquer outra pessoa — ou um super-herói. Porra! Tem que haver outras histórias para contar", afirmou.

A crítica resume uma preocupação que acompanha parte da trajetória recente de Scott: a busca por projetos que escapem de tendências dominantes e ofereçam novas possibilidades narrativas. Ao longo de mais de quatro décadas, o diretor transitou por ficção científica, terror, drama, ação e épicos históricos, construindo uma filmografia marcada pela disposição de experimentar diferentes gêneros.

Além de seguir ativo atrás das câmeras, Scott será homenageado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. O diretor receberá um Oscar honorário durante o Governors Awards, cerimônia marcada para novembro.

Fonte: Variety

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