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Razão e Sensibilidade: Daisy Edgar-Jones defende que livros de Jane Austen continuem ganhando novas versões: "Ela não podia nem colocar seu nome na capa"

Daisy Edgar-Jones e Esmé Creed-Miles interpretam as irmãs Elinor e Marianna Dashwood na adaptação cinematográfica de Razão e Sensibilidade.

3 nov 2026 - 22h27
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Resumo
Três décadas após o clássico de 1995, "Razão e Sensibilidade" ganha nova adaptação dramática com Daisy Edgar-Jones e Esmée Creed-Miles. Sob o comando de Georgia Oakley, a primeira mulher a dirigir a obra no cinema, o longa ressalta a importância do olhar feminino. Para Daisy, novas versões de Jane Austen são essenciais, já que a autora escrevia sobre a vivência das mulheres em uma época em que sequer podia assinar os próprios livros, publicados sob o anonimato de "uma dama".

A obra de Jane Austen já foi reimaginada diversas vezes para as telas, sendo Razão e Sensibilidade a mais recente delas. Com uma proposta bem mais alinhada ao drama, a nova versão da história das irmãs Dashwood estreia três décadas depois do filme de 1995 e está bem longe de ser um remake da comédia romântica de Ang Lee.

Foto: Universal Pictures / Adoro Cinema

Além da distância temporal e estilística entre ambas iterações, o longa-metragem protagonizado por Daisy Edgar-Jones e Esmée Creed-Miles se destaca por ser idealizada por Georgia Oakley, a primeira diretora mulher a adaptar Sense and Sensibility para os cinemas.

Para Daisy, que interpreta a personagem Elinor Dashwood, ter uma equipe criativa majoritariamente feminina por trás de uma adaptação de Austen é muito significativo:

"Nós devemos continuar adaptando Austen. Ela estava escrevendo sobre a experiência feminina em uma época em que ela não podia nem colocar o nome dela na capa do livro. Então é muito importante que os filmes continuem explorando isso e, principalmente, continuem sendo feitos por mulheres", afirmou Jones em entrevista ao Discussing Film.

Em sua fala, a atriz referencia o fato que, em 1811, Jane Austen publicou seu primeiro romance sob a assinatura "Escrito por uma dama", e sem nenhuma outra nomeação. Nos seus livros subsequentes, "Orgulho e Preconceito", "Mansfield Park" e "Emma", sua autoria tampouco foi reconhecida para além de "da mesma autora de Razão e Sensibilidade". Ela só foi referenciada nominalmente depois de…

Veja o artigo original completo no AdoroCinema

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