Quatro Amigas Fazem Pacto Antes Da Formatura Em Nova Comédia Adolescente Brasileira
"Era Uma Vez Minha 1ª Vez" transforma as descobertas e inseguranças de quatro adolescentes em uma história leve sobre amizade, sexualidade e amadurecimento.
Com estreia marcada para 17 de setembro de 2026, a comédia nacional "Era Uma Vez Minha 1ª Vez", dirigida por Claudia Castro e inspirada na obra de Thalita Rebouças, acompanha quatro amigas que decidem perder a virgindade antes da formatura. Estrelado por Letícia Braga, Castorine, Lívia Silva e Duda Matte, o filme ganha ritmo ao focar na química do elenco e nas inseguranças da juventude. Leve e acessível, a produção diverte ao tratar de amadurecimento e descobertas com humor e boa trilha sonora.
O longa "Era Uma Vez Minha 1ª Vez" chega aos cinemas brasileiros em 17 de setembro de 2026 com uma proposta direta: acompanhar quatro amigas de 17 anos que decidem perder a virgindade antes da formatura do ensino médio. Dirigido por Claudia Castro e baseado no livro de Thalita Rebouças, o longa parte de uma ideia típica das comédias adolescentes, mas procura tratar o assunto com humor, inseguranças e amadurecimento.
Com 89 minutos de duração, o filme demora um pouco para encontrar seu ritmo. Os primeiros momentos servem para apresentar as protagonistas, mas a história cresce conforme cada uma enfrenta as consequências do pacto. A partir daí, a produção consegue sustentar sua premissa e divertir. Mas será que uma história construída em torno de uma decisão tão específica consegue ir além da busca pela "primeira vez"?
Arquivo X | Como Duas Sombras, Uma Lanterna e Uma Conspiração Mudaram a TV nos Anos 90
Avatar: Os Sete Refúgios | Continuação de "A Lenda de Korra" Ganha Novo Trailer
Um pacto antes da formatura
Teresa, Clara, Tuca e Patty são amigas inseparáveis e vivem um momento de transição. Prestes a terminar o colégio e seguir para a faculdade, as quatro decidem que não querem encerrar essa fase da vida ainda virgens. Surge então o pacto que movimenta a narrativa: todas devem ter sua primeira experiência sexual antes da noite da formatura.
Letícia Braga interpreta Teresa, Castorine vive Clara, Lívia Silva assume Tuca e Duda Matte dá vida a Patty. A partir dessa decisão, cada personagem passa a lidar com expectativas, relacionamentos, medo, pressão e dúvidas próprias, deixando claro que uma mesma questão pode ser sentida de maneiras diferentes
O elenco cresce junto com a história
As quatro protagonistas funcionam bem em conjunto, especialmente quando o filme deixa de apresentar seus conflitos e começa a explorar melhor suas personalidades. Castorine é um dos grandes destaques como Clara, utilizando bem o humor e conseguindo tornar várias de suas cenas mais espontâneas. Letícia Braga também chama atenção como Teresa.
Claudia Castro conduz o longa com leveza, sem transformar o tema em algo excessivamente pesado. O roteiro de Thalita Rebouças e João Paulo Horta entende bem o tipo de história que pretende contar, trazendo algumas quebras de expectativa, mesmo que certos caminhos sejam previsíveis. Isso combina com a proposta de uma comédia romântica adolescente, voltada para quem já gosta desse tipo de produção.
Fotografia e música ajudam a criar identidade
A parte técnica também contribui para o resultado. A fotografia de Pedro Serrão trabalha bem os ambientes escolares, residenciais e externos, criando passagens visuais interessantes e mantendo uma aparência jovem durante todo o filme. A direção de arte de Camila Moussallem ajuda a reforçar esse universo cotidiano e próximo das personagens.
A música original de Janecy Nascimento e Rodrigo Scarcello, ao lado das escolhas musicais da história, também merece destaque. O uso de músicas ligadas ao funk brasileiro e de outras faixas contemporâneas aproxima o filme de seu público e dá mais energia a determinadas sequências.
Vídeo: Reprodução/Youtube(@ingresso-com)
"Era Uma Vez Minha 1ª Vez" não tenta reinventar o cinema adolescente. Sua força está em compreender o público para o qual foi feito e trabalhar amizade, sexualidade e amadurecimento de maneira acessível. Mesmo com um começo menos envolvente e algumas situações previsíveis, o filme melhora conforme avança e consegue surpreender em alguns momentos.
No fim, é uma produção leve, divertida e relativamente bem resolvida, sustentada pela química entre as protagonistas. Para quem gosta de romances e dramas adolescentes sobre descobertas, inseguranças e primeiros relacionamentos, é uma opção que vale a pena conferir nos cinemas.
Publicado originalmente na Woo! Magazine.
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.