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Propriedade: Você precisa ver este filme brasileiro premiado que acaba de chegar à Netflix!

O filme nacional Propriedade finalmente chegou ao streaming e agora pode ser assistido na Netflix. A obra tem um enredo ácido e final surpreendente. Vale o play

15 abr 2024 - 14h39
(atualizado às 15h01)
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Foto: Símio Filmes / Canaltech

O filme Propriedade é um daquelas produções que merecem ser vistas por todo mundo. O longa nacional chegou aos cinemas no final de 2023 e teve pouco espaço e tempo em cartaz, sendo engolido por blockbusters, como o musical Wonka.

Felizmente, a Netflix apostou na produção e adicionou o título ao seu catálogo. Agora, os assinantes da gigante do streaming poderão assistir a um dos melhores suspenses psicológicos nacionais já lançados.

Dirigido por Daniel Bandeira (O Nó do Diabo), o filme acompanha um casal de classe média alta que decide viajar para sua fazenda no interior do estado para passar uns dias e descansar. Tereza (Malu Galli) está traumatizada pelo assalto à mão armada que sofreu recentemente e Roberto (Tavinho Teixeira), seu marido, faz de tudo para acalmá-la, até mesmo comprar um carro blindado de última geração.

Só que o tempo no campo não via ser nada tranquila. Na propriedade, eles encontram os trabalhadores rurais armados com paus e motosserra, e dispostos a lutar pelos seus direitos. Com a notícia de que a fazenda iria fechar para virar um hotel, muitos reivindicaram o direito à propriedade e à moradia. A situação sai do controle quando a ignorância vai tomando o lugar do diálogo e o que parecia apenas um simples desentendimento se torna uma situação de vida ou morte.

Em Propriedade, Malu Galli vive a traumatizada Tereza. (Divulgação/Símio Filmes)
Em Propriedade, Malu Galli vive a traumatizada Tereza. (Divulgação/Símio Filmes)
Foto: Canaltech

Com um enredo afiado que constrói a narrativa em cima de ótimas críticas sociais, Propriedade é um filme de poucas palavras, com diálogos simples, mas que entrega uma tensão que vai crescendo à medida que a trama avança. Malu Galli se sai muito bem no papel da traumatizada Tereza e, no núcleo rural, o destaque fica para Zuleika Ferreira, Sandro Guerra, Roberta Lúcia e Samuel Santos. 

O desfecho é um plot twist brutal que realmente surpreende quem está assistindo e que, embora faça um excelente uso da polarização política, traz uma trama em que é praticamente impossível escolher um lado para torcer.

Propriedade tem um final surpreendente que, apesar de usar a polarização como ponto de partida, não entra em questões partidárias (Divulgação/Símio Filmes)
Propriedade tem um final surpreendente que, apesar de usar a polarização como ponto de partida, não entra em questões partidárias (Divulgação/Símio Filmes)
Foto: Canaltech

Sucesso internacional

Apesar de não ter feito muito barulho no Brasil, Propriedade conseguiu se destacar em outros países. Um deles foi os Estados Unidos, onde se consagrou como o grande vencedor do Fantastic Fest 2023, um dos principais festivais de cinema de terror, ficção científica e suspense. O filme também foi selecionado para o Festival de Berlim em 2023.

Em entrevista à imprensa, o diretor comentou como surgiu a ideia de criar um filme tão intenso e ácido, destacando o quanto a História recente do país tenha sido fundamental para a construção desse roteiro.

"O filme surgiu como um mero exercício de estilo. Toda a história se concentrava no drama de Tereza tentando sobreviver a uma ameaça externa sem nome nem rosto. Mas com toda a discussão acerca da polarização política que pautou o Brasil dos anos 2010, senti que não era mais possível manter a estrutura unilateral da história. Ao desenvolver também o drama dos trabalhadores fora do carro, vi a oportunidade de falar sobre o caos em que vivem as camadas mais populares e sobre a incomunicabilidade que alimenta a luta de classes ao longo da história do Brasil. O isolamento é o motor do nosso colapso enquanto sociedade."

Apesar de refletir um período da história do Brasil, Propriedade não faz um discurso partidário e sua trama é, de certo modo, atemporal, podendo ser assistida em qualquer época que o espectador quiser. Ainda assim, é uma aula de Sociologia, Antropologia Social e, principalmente, cinema — e está a um clique de distância na Netflix.

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