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Oscar 2026 esquece Brigitte Bardot no momento ‘In memoriam’

Ícone feminino nas décadas de 1950 e 1960 morreu no final do ano passado e foi esquecida na homenagem da Academia

15 mar 2026 - 22h53
(atualizado às 23h03)
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Brigitte Bardot foi grande defensora da causa animal
Brigitte Bardot foi grande defensora da causa animal
Foto: Charly Hel/Prestige/Getty Images

A polêmica atriz e cantora francesa Brigitte Bardot foi esquecida no tradicional In memoriam do Oscar 2026, na noite deste domingo, 15. O momento homenageia profissionais do cinema que morreram ao longo do ano. 

O ícone feminino nas décadas de 1950 e 1960 e ativista dos direitos dos animais morreu aos 91 anos, em 28 de dezembro. No entanto, ela não foi lembrada pela Academia, que trouxe outras dezenas de estrelas na homenagem, como Rob Reiner, Diane Keaton, Udo Kier, Robert Redford e Catherine O'Hara. 

Bardot fez seus primeiros filmes aos 18 anos, mas ganhou atenção internacional com seu papel em E Deus Criou a Mulher (1956), dirigido pelo marido Roger Vadim, com quem se casara em 1952. No filme, ela interpreta uma jovem que usa deliberadamente seus encantos eróticos para conquistar os homens. Nascia assim o mito de Bardot. Nos EUA, o filme foi considerado explícito demais para o cinema. Proprietários de cinema que o exibiram foram até presos.

Isso não diminuiu o sucesso do longa nem de Bardot -- muito pelo contrário. Nos anos seguintes, ela se consolidou como uma femme fatale. Apareceu em mais de 40 filmes, incluindo A Verdade (1960), de Henri-Georges Clouzot, O Desprezo (1963), de Jean-Luc Godard, e Viva Maria! (1965), de Louis Malle. 

Ela também gravou inúmeras canções e músicas pop nas décadas de 1960 e 1970, incluindo com Serge Gainsbourg e Sacha Distel. Como modelo, foi musa de estilistas de grandes casas de moda, incluindo Dior, Balmain e Pierre Cardin.

Devido ao seu estilo de vida hedonista, que também abraçava fora das telas, tornou-se um ícone da revolução sexual da época. Após se divorciar de Vadim em 1957, teve vários casos amorosos lendários, incluindo com seu colega de elenco, o ator Jean-Louis Trintignant. Os dois se tornaram um casal dos sonhos no cinema francês, tanto dentro quanto fora das telas.

Descrita como a "locomotiva da história das mulheres", Bardot foi celebrada pela pensadora feminista Simone de Beauvoir em um ensaio de 1959 intitulado Brigitte Bardot e a Síndrome de Lolita como a mulher mais livre da história da França do pós-guerra.

Bardot encerrou a carreira de atriz em 1973, mas permaneceu uma estrela por toda a vida.

Por volta de 2021, ela flertou com a ultradireita e também se manifestou repetidamente sobre questões de gênero. Durante o debate #MeToo sobre assédio sexual na indústria cinematográfica, ela afirmou que muitas atrizes "provocavam" produtores para conseguir um papel. "E então elas dizem que foram assediadas, para que falemos sobre elas”. *(Com informações da DW)

Fonte: Portal Terra
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