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'O Testamento de Ann Lee' prova que Amanda Seyfried merecia estar no Oscar

O longa de Mona Fastvold estreia nos cinemas brasileiros após passagem de destaque pelo Festival de Veneza de 2025, onde foi aplaudido por 15 minutos

12 mar 2026 - 13h54
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Quando O Testamento de Ann Lee estreou no Festival de Veneza do ano passado e foi aplaudido por cerca de 15 minutos, parecia inevitável que Amanda Seyfried (A Empregada) estivesse no centro da corrida ao Oscar de Melhor Atriz em 2026. No entanto, a lista de indicadas para a 98ª cerimônia da premiação, que acontece no próximo domingo, 15 de março, trouxe uma surpresa: a atriz não aparece entre as cinco concorrentes, e o próprio filme também ficou de fora de categorias nas quais parecia ter grande potencial, como Direção de Arte, Fotografia, Figurino, Roteiro Original, Trilha Sonora e até Canção Original. Um esnobe que chama atenção para um filme que certamente merecia maior reconhecimento.

'O Testamento de Ann Lee' prova que Amanda Seyfried merecia estar no Oscar (Divulgação)
'O Testamento de Ann Lee' prova que Amanda Seyfried merecia estar no Oscar (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

Também chama atenção o fato de que a dupla de roteiristas Mona Fastvold e Brady Corbet estava, até recentemente, no radar da própria Academia. No ano passado, os dois foram indicados ao Oscar de Melhor Roteiro Original por O Brutalista, filme que acabou premiado nas categorias de Melhor Ator, para Adrien Brody, além de Fotografia e Trilha Sonora. Ou seja, seus nomes não eram estranhos ao circuito de premiações — o que torna ainda mais curioso o silêncio em torno de O Testamento de Ann Lee.

Ainda que o filme pudesse eventualmente ser ignorado em algumas categorias técnicas, é difícil não pensar que Seyfried merecia mais atenção na disputa de Melhor Atriz. Ela entrega uma atuação que reúne praticamente todos os elementos que a Academia costuma valorizar. Ela canta, dança, conduz a narrativa com intensidade dramática, chora e se entrega completamente ao papel — o tipo de performance que costuma ser descrita como "a atuação de uma vida". A atriz parece em estado de graça, algo que dialoga diretamente com a própria premissa da história, baseada em eventos reais.

Qual é a história de O Testamento de Ann Lee?

O Testamento de Ann Lee acompanha a história da lenda que se tornou líder e fundadora do movimento Shaker, uma seita devocional que pregava a igualdade de gênero e social, além de seguidores que enxergavam Ann Lee (Amanda Seyfried) como a Cristo mulher. O longa retrata exatamente o momento da criação dessa sociedade utópica, além da adoração feita pelos fiéis por meio de canções, danças e demais eventos.

Quem foi Ann Lee?

Figura real da história religiosa anglo-americana, Ann Lee nasceu em 29 de fevereiro de 1736, na Inglaterra, durante um período de forte reavivamento evangélico. Após quase duas décadas envolvida no movimento que daria origem aos Shakers, ela e um pequeno grupo de seguidores emigraram para Nova York em 1774. Alguns anos depois, estabeleceram-se na região de Niskayuna, no condado de Albany. Suas celebrações, marcadas por danças extáticas — descritas à época como "agitação" — acabaram originando o apelido de Shakers. Em um período em que mulheres raramente ocupavam posições de liderança religiosa, Lee tornou-se pregadora e líder espiritual, sendo frequentemente vista por seus seguidores como a representação feminina de Deus.

Quem daria lugar a Amanda Seyfried no Oscar de Melhor Atriz?

Como Amanda merecia uma vaga, seria preciso deixar alguém de fora. Mas quem? Dentre as indicadas, Jessie Buckley, por Hamnet - A Vida Depois de Hamlet, é um nome não só intocável como a grande favorito à categoria de Melhor Atriz. Além dela, Rose Byrne, por Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria, e Renate Reinsve, por Valor Sentimental, são outros nomes que a temporada de premiações também vem aclamando, então seria complicado deixá-las de fora.

Sobram então Kate Hudson, por Song Sung Blue: Um Sonho a Dois, e Emma Stone, por Bugonia. Não seria absurdo excluir a atriz que venceu o Oscar há 2 anos por Pobres Criaturas, mas como Bugonia recebeu outras indicações, incluindo a de Melhor Filme, seria mais natural que Amanda ocupasse a vaga de Kate Hudson, justamente quem apareceu de surpresa entre as cinco indicadas.

Oscar não é sinônimo de qualidade

Mas a ausência no Oscar não diminui em nada as qualidades do filme ou da performance de Seyfried. A premiação tem vagas limitadas, e é sabido que campanhas e estratégias de lobby pesam bastante no processo de indicação. De toda forma, o público brasileiro terá agora a chance de tirar suas próprias conclusões: O Testamento de Ann Lee estreia nos cinemas nesta quinta-feira (12), oferecendo aos espectadores a oportunidade de avaliar por conta própria se Amanda Seyfried deveria estar entre as cinco indicadas ao Oscar de Melhor Atriz.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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