O final deste filme continua a nos assombrar mesmo 28 anos depois: Um thriller violento cujo legado ainda está vivo
Uma obra-prima da década de 1990 que marcou toda uma geração.
"Esta é a história de um homem que cai do 50º andar de um prédio. Durante a queda, o rapaz continuamente repete para si: 'Até agora, tudo está bem; até agora tudo está bem; até agora tudo está bem'. O importante não é a queda, mas sim o pouso."
O trecho acima é como começa o brilhante filme francês, O Ódio. Embora 28 anos já tenham se passado desde seu lançamento, a epopeia assinada por Mathieu Kassovitz e estrelada por um jovem Vincent Cassel foi responsável por marcar uma geração. Com um legado de grande importância, não à toa, ela continua a ser debatida mesmo em 2023, levando a nós, do AdoroCinema, falarmos sobre o longa hoje.
QUAL É A HISTÓRIA DE O ÓDIO?
Para contextualizarmos, vale colocar que Kassovitz começou a escrever La Haine (no original) em um período muito específico: abril de 1993. Nele, na França, Makomé M'Bowolé, um garoto zairense de 17 anos, foi assassinado sob a mira de uma arma em uma delegacia de polícia, algemado e sob custódia. O policial responsável pelo ato até tentou se justificar ao alegar que o disparo foi acidental, mas a população não comprou a desculpa, indo às ruas para protestar contra a constante violência das forças armadas governamentais.
Com isso em mente, rumamos para a trama de O Ódio. Nela, Abdel Ichah, um jovem de 16 anos, está entre a vida e a morte. O adolescente foi violentamente espancado por um inspetor da po…