Justin Bieber abre as portas de diferentes mundos nas telonas
- André Aloi
A cinebiografia, documentário e show 3D de Justin Bieber Never Say Never, que estreia nesta sexta-feira (24) nos cinemas brasileiros, mostra diferentes lados do astro, anunciado por um coração feito com as mãos.
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Da dificuldade em lidar com a fama à farra nos camarins, até momentos que o fenômeno 'teen' aparece choramingando no colo de uma assessora. E sua rotina: estudos de química, videogame, brincadeiras de rua com antigos amigos da infância nos dias de folga.
O filme intercala vídeos caseiros, depoimento de familiares e de astros da música. Todas as cópias são dubladas e, a maioria, em 3D. A ascensão meteórica de Bieber, reunida em 105 minutos, mostra os dois anos da incubação e preparo para que ele se tornasse um ídolo com a ajuda das redes sociais - até um megaconcerto no palco mais importante para a música mundial, o Madison Square Garden - que já recebeu nomes como Michael Jackson, U2 e Rolling Stones. Mas, um dia antes, uma inflamação na garganta pode fazer com que ele não se apresente.
O longa tenta vender a imagem da construção do ídolo, que aparentemente não nasceu da noite para o dia. Há cenas dele na pré-adolescência tocando uma bateria de plástico até dias atuais ostentando uma bateria da marca Pearl, em um concerto para uma multidão de fãs berrantes. Aliás, as autointituladas namoradas de Bieber, muitas querem casar, também aparecem no filme, explicando o porquê de o amarem tanto. E alguns vídeos de paródia de suas canções.
No depoimento do agente Scooter Braun - principal pessoa do staff do cantor, que o tirou do Canadá e o levou para os Estados Unidos para tentar a vida -, segue carregado de emoção. "Meu trabalho é gratificante, é como se eu fosse um membro do Extreme Makeover e pudesse mudar a vida de alguém", brinca com o nome do programa americano que destrói a casa das pessoas e constrói outra no lugar. Ele também aparece distribuindo tickets antes do show a fãs que estão de passagem, acampadas ou não conseguiram comprar.
O megaconcerto é primor de produção com direito a explosão de fogos. Única parte em 3D, tem closes no cantor fazendo o gesto sempre visto em seus clipes: fechando a mão e puxando em direção ao coração. Neste momento, as fãs vão se sentir tocadas, parecendo estar próximas ao ídolo. O show reúne os principais sucessos Baby, Never Say Never, U Smile, Eenie Meenie, entre outros, com números de dança, chuva de papel picado (que parece estar caindo na sala de cinema) à trilha acústica apenas com violão. Reúne time de peso, com participações especiais de Sean Kingston, Usher, Miley Cyrus, Boys II Man, Jaiden Smith e Ludacris.
A fotografia sempre detalha a cor favorita de Justin Bieber. O roxo predomina, principalmente na hora do show. Em um momento, talvez desconexo, o cantor interrompe o filme com o agente Braun, pedindo para que o público não durma. E não tem como, as cenas têm cortes rápidos e caminham muito bem até o desfecho, até mesmo a ramificação show-documentário é bem entrelaçada. Chama a atenção closes em câmera lenta, que mostram a "jogadinha" de cabelo de Bieber, de um lado a outro, no melhor estilo As Panteras.
Quem quiser saber mais sobre a história do mini-ícone, não é preciso ir aos cinemas. Grande parte do acervo usado de suporte (para resgatar memória) encontra-se no YouTube. Apresentações do início da carreira, o primeiro vídeo dele encontrando com aquele que seria seu futuro tutor, o rapper Usher, estão na rede social. Basta procurar. Até as apresentações em sua Igreja de formação, bem massacrada pela mãe de Bieber, Pattie Mallette, em momentos do filme. O pai só aparece, chorando, na apresentação do Madison.
A mensagem do filme é explícita, como o nome dá a entender em inglês, mas Bieber reforça - como uma voz do além (dublada, claro!): "dirão que você não pode realizar seus sonhos, vão até dizer que você não pode lotar o Madison Square Garden, mas eu tenho uma frase para essas pessoas: 'Nunca diga nunca'", precede os créditos. Pois é, não desafiem um garoto de 17 anos, no mundo do entretenimento há tão pouco tempo, que possui uma cinebiografia - e esta mensagem não impõe o julgamento se isso é bom ou ruim. O tempo se encarregará disso.
A recepção dos telespectadores vai ser boa, se você é daqueles que se visse Bieber, na rua, correria atrás dele aos berros. Com certeza você é do público potencial desse possível sucesso de bilheteria. Ou então, se sabe cantar algum de seus hits, será levado a uma sala de cinema próxima. Senão, a última tentativa é que você tenha filhos, sobrinhos parentes no auge da adolescência, que foram contaminados pela pandemia chamada "Justin Bieber".