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'Jobs': Kutcher e falta de inspiração atrapalham cinebiografia

6 set 2013 - 11h43
(atualizado às 11h43)
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O ator de 35 anos na pele do fundador da Apple, Steve Jobs; longa estreia no Brasil em novembro
O ator de 35 anos na pele do fundador da Apple, Steve Jobs; longa estreia no Brasil em novembro
Foto: Divulgação

A mística em torno da personalidade de Steve Jobs apenas cresceu após sua morte em 2011. Entre livros e documentários, a obra mais recente a abordar o assunto é a cinebiografia que manteve o título original Jobs no Brasil e entra em cartaz nesta sexta-feira (6). Sem a verve criativa do personagem retratado, o filme tem roteiro que exige algum conhecimento prévio da trajetória do co-fundador da Apple e tropeça na atuação de Ashton Kutcher, que pelo menos se esforça para mostrar trejeitos físicos de Jobs.

A primeira cena do filme é emblemática. Já com barba grisalha e pouco cabelo, Jobs aparece na apresentação do primeiro iPod em 2001. O momento é emocionante para quem vivia calculando os gastos com discos (de LPs a CDs) e sabe o que o pequeno aparelho significou, mas a caracterização e a interpretação de Kutcher lembram mais paródias de comediantes em programas de auditório americanos. 

Em seguida, o que parecia ser o prenúncio de um filme pelo menos empolgante para os amantes de tecnologia se transforma em uma narrativa biográfica tradicional e cronológica. O corte é seco, e voltamos cerca de 30 anos no tempo para acompanhar o jovem Jobs a perambular no campus da faculdade que ele havia abandonado.

A partir daí é difícil não confundir o Jobs da época hippie com aquele garotão que apareceu na porta de Alan Harper (Jon Cryer) e substituiu há dois anos o falecido Charlie Harper (Charlie Sheen) em Two and a Half Men. Em Jobs, Kutcher é um tanto mais excêntrico e temperamental, com mania de andar descalço e gritar com subordinados, mas parece o mesmo jovem mimado que enriqueceu com o boom da informática.

Enquanto é difícil ter empatia pelo protagonista, até mesmo pela natureza de suas atitudes controversas, é possível sentir o oposto pelo amigo bonachão e co-fundador da Apple Steve Wozniak, interpretado exemplarmente por Josh Gad. Outro abandonado por Jobs, o personagem de Daniel Kottke (Lukas Haas) também se destaca, embora não apareça muito. A verdade é que o elenco coadjuvante salva o filme de ser intolerável.

Ao ler ou assistir uma biografia, esperamos que a obra consiga captar a essência do personagem retratado. Neste ponto, é inevitável a comparação com A Rede Social (2010), de David Fincher, por se tratar de empresas de tecnologia criadas por jovens de rápida ascensão. A desvantagem do diretor Joshua Michael Stern é ter que resumir um período muito mais longo de vida, mesmo com a história da cinebiografia terminando dez anos antes de sua morte, bem antes de a Apple se tornar a empresa mais valiosa do mundo. 

Em sua primeira grande produção, Stern conseguiu se ater aos fatos mais relevantes, mas alguns deles, como a filha rejeitada de Jobs, são tratados de forma rasa, como se fossem pequenos empecilhos na trajetória irremediável de um gênio. Ao contar a história do Facebook, Fincher explorou as fraquezas de Mark Zuckerberg e como elas o levaram a criar a rede social. Neste sentido, o filme Jobs é apenas mediano, sem se destacar de dezenas de cinebiografias similares, ou seja, tudo o que o verdadeiro Jobs não queria ser.

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Fonte: Terra
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