Viúvo de Brigitte Bardot pediu para ficar fora do testamento e agora se arrepende
Bernard d'Ormale deixou a casa onde viveu com a atriz por mais de 30 anos e passou a morar em um apartamento de 29 m²; fundação contesta seus direitos sobre o imóvel
Bernard d'Ormale, viúvo de Brigitte Bardot, lamenta ter pedido para ser excluído do testamento da atriz. Aos 85 anos, ele precisou deixar a mansão La Madrague, doada à Fundação Brigitte Bardot, e passou a viver em um apartamento modesto. A entidade, que herdou o patrimônio junto ao filho da estrela, não reconhece formalmente a união e leiloa bens pessoais de Bardot. Em resposta, d'Ormale contesta a ação e afirma que recorrerá à Justiça para proteger a memória da artista.
Bernard d'Ormale, viúvo de Brigitte Bardot, afirma ter ficado fora do testamento da atriz francesa e que precisou deixar La Madrague, propriedade em Saint-Tropez onde viveu com ela por mais de 30 anos. O viúvo afirma que havia pedido para não ser incluído no testamento, por receio de que sua participação pudesse alimentar suspeitas de interesse financeiro. Agora, porém, diz lamentar a decisão.
Aos 85 anos, ele diz morar atualmente em um apartamento de 29 metros quadrados destinado a idosos. As informações foram publicadas pelo jornal britânico Daily Mail neste sábado, 10.
Segundo d'Ormale, a herança foi deixada ao filho da atriz, Nicolas-Jacques Charrier, e à Fondation Brigitte Bardot, organização criada por ela para a defesa dos animais.
A saída de La Madrague não encerrou sua ligação com a propriedade. D'Ormale afirma que continua atravessando a baía para alimentar os gatos que vivem no local, alegando que não há outra pessoa responsável pela tarefa. Em declarações reproduzidas pelo Daily Mail, ele descreveu a mudança de residência como uma "experiência difícil".
Além da mansão
Outro ponto de conflito é o leilão de aproximadamente 300 objetos pessoais de Bardot, entre fotografias, pinturas e roupas. D'Ormale afirma não ter autorizado a venda e acusa a fundação de prejudicar a memória da atriz. Ele diz que pretende recorrer à Justiça e critica a condução da entidade, da qual foi afastado da presidência após a morte da mulher.
A fundação, por sua vez, sustenta que a saída do viúvo da propriedade é uma obrigação legal. Segundo um porta-voz, Bardot doou La Madrague à instituição em 1992, ainda em vida, e o imóvel não foi deixado ao companheiro. A entidade afirma ainda que d'Ormale teve seis meses para desocupar a casa e recebeu ajuda para encontrar um apartamento em Saint-Tropez.
Em declaração ao Daily Mail, o representante da fundação afirmou que a permanência do viúvo no imóvel poderia expor a organização a riscos jurídicos. A instituição também contestou a condição de marido reivindicada por d'Ormale, afirmando que ele era companheiro da atriz e morava com ela, mas não era reconhecido pela entidade como cônjuge com direito à propriedade.
O viúvo atribui sua exclusão da herança, entre outros fatores, à falta de formalização do casamento na França. Segundo ele, a cerimônia ocorreu no exterior e não houve registro civil francês. D'Ormale afirma que, na época, preferiu não aparecer no testamento para evitar acusações de que pretendia se beneficiar financeiramente da atriz. Hoje, diz acreditar que deveria ter assumido um papel mais ativo na organização da sucessão.
Brigitte Bardot morreu em 28 de dezembro de 2025, aos 91 anos, em Saint-Tropez. Ícone do cinema francês, ela abandonou a carreira artística em 1973 e passou a se dedicar à proteção animal. Em 1986, fundou a organização que leva seu nome, responsável por parte do patrimônio e do legado que hoje estão no centro da disputa.
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