A ciência tem boas notícias para os fãs de 'A Odisseia': assistir ao filme pode ajudá-los a se tornarem os heróis que sempre quiseram ser
Não é preciso enfrentar ciclopes para se sentir o protagonista da própria história. É isso que a ciência tem a dizer sobre o assunto
A estreia de "A Odisseia", novo filme de Christopher Nolan, disponível em cinemas de diferentes cidades do Brasil, arrecadou US$ 264 milhões em seu primeiro fim de semana. Mas, além do sucesso de bilheteria, há algo interessante por trás dessa história milenar que marcou a cultura.
Um grupo de pesquisadores do Boston College e da Universidade da Carolina do Norte, entre outras instituições, descobriu que pessoas capazes de enxergar a própria vida como uma jornada heroica, semelhante à de Ulisses, relatam um maior senso de propósito, menos sintomas de depressão e uma capacidade maior de enfrentar os problemas do dia a dia.
O que é a jornada do herói?
O ponto de partida dessa ideia não nasceu com Homero, mas com o mitólogo Joseph Campbell, em 1949, por meio do conceito conhecido como "jornada do herói".
Campbell identificou que histórias tão diferentes quanto "Star Wars", "Barbie" e "O Senhor dos Anéis" compartilham uma mesma estrutura narrativa.
Foi a partir dessa teoria que os pesquisadores simplificaram o modelo e o testaram em mais de 1.200 pessoas, para verificar se ele também poderia ser aplicado à vida cotidiana, sem gigantes nem deuses pelo caminho.
Os sete elementos que fazem uma vida parecer heroica
Para adaptar a fórmula à vida real, a equipe reduziu os 17 estágios originais propostos por Campbell para apenas sete elementos: um protagonista, uma mudança de circunstâncias, uma busca ou objetivo, aliados, um desafio, uma transformação pessoal e um legado.
Sob essa lógica, todo...
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