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Filme brasileiro 'London' vence o Queer Lion no Festival de Veneza 2026

Com uma narrativa original e intensa sobre libertação, o filme de Victor Di Marco e Márcio Picoli foi prestigiado pela crítica internacional

12 set 2026 - 13h00
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Resumo
O longa queer brasileiro "London", dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, venceu o Queer Lion no Festival de Veneza 2026. Gravada em Porto Alegre sob adversidades climáticas, a obra retrata a jornada de autodescoberta de um jovem com deficiência que realiza performances eróticas e enfrenta um novo diagnóstico médico. Aclamada pela crítica internacional pela abordagem sensível sobre sexualidade e deficiência, a produção nacional ainda não possui data confirmada para estrear no Brasil.

London, longa queer brasileiro escrito e dirigido por Victor Di Marco e Márcio Picoli, venceu o prêmio Queer Lion da 83ª edição do Festival de Veneza.

Filme brasileiro 'London' vence o Queer Lion no Festival de Veneza (Divulgação)
Filme brasileiro 'London' vence o Queer Lion no Festival de Veneza (Divulgação)
Foto: Rolling Stone Brasil

Filmado em Porto Alegre pela Proa & Popa Produções e pela Balde de Tinta, o filme foi exibido na Semana da Crítica do Festival de Veneza, conquistando a crítica internacional.

Do que se trata London?

Na trama, o diretor e roteirista Victor Di Marco interpreta London, um jovem com deficiência que trabalha fazendo performances eróticas em uma casa de fetiches. No entanto, tudo muda quando descobre a origem e o destino de sua deficiência através de um exame médico.

Com a decisão de guiar sua vida pelo diagnóstico ou pelos seus sonhos, o protagonista se vê diante de um mundo míope e distorcido enquanto reinventa forças para se libertar e descobrir quem realmente é.

Dificuldades na produção

Com uma realização atravessada por inúmeros desafios, como uma enchente catastrófica às vésperas das filmagens e materiais danificados, os diretores destacam que ter chegado ao festival é, sobretudo, uma conquista coletiva de quem acreditou no potencial da produção.

O prêmio não apenas expande os horizontes do cinema nacional mundo afora, mas representa a capacidade de ampliar a forma como a deficiência, a sexualidade e a criatividade são percebidas. "Nós sempre estivemos aqui, e não queremos mais pedir licença", diz Victor Di Marco.

Com uma história ousada e vibrante, a Sociedade Internacional de Cinéfilos descreve Londoncomo um primeiro longa-metragem inteligente e bem sucedido. O filme ainda não tem previsão de estreia nos cinemas brasileiros.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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