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'Bebê Rena': suposta Martha da 'vida real' nega stalkear Gadd e diz que vai processar Netflix

A suposta verdadeira Martha de Bebê Rena concedeu uma entrevista ao jornalista Piers Morgan e disse que vai processar a Netflix

10 mai 2024 - 04h54
(atualizado às 09h37)
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Fiona Harvey, suposta stalker representada em 'Bebê Rena', em entrevista à TV britânica
Fiona Harvey, suposta stalker representada em 'Bebê Rena', em entrevista à TV britânica
Foto: Reprodução/YouTube @PiersMorganUncensored

Parece que, ao menos na realidade, a história de Bebê Rena ainda tem muitos capítulos pela frente. A mulher que supostamente teria inspirado a personagem Martha Scott (Jessica Gunning) da série concedeu uma entrevista ao apresentador britânico Piers Morgan nesta quinta-feira (9) e alegou que está instruindo alguns advogados para processar a Netflix.

"Vou acionar judicialmente Richard Gadd e a Netflix. Temos advogados instruídos, mas queremos explorar todas as nossas opções. Há um número de pessoas para processar."

Fiona Harvey, suposta stalker de Richard Gadd

Chamada Fiona Harvey e ela mesma uma advogada escocesa, a "Martha da vida real" participou do programa Piers Morgan Uncensored, apresentado no canal de YouTube do jornalista, e revelou detalhes sobre aquela que seria a sua versão da história.

Segundo Harvey, a trama criada, dirigida e protagonizada por Richard Gadd com base em um episódio de perseguição que ele sofreu enquanto trabalhava como bartender em Londres é uma obra de ficção obscena e difamatória, uma hipérbole do que realmente aconteceu.

Fiona Harvey concedeu uma entrevista ao jornalista Piers Morgan (Imagem: Reprodução/X Piers Morgan)
Fiona Harvey concedeu uma entrevista ao jornalista Piers Morgan (Imagem: Reprodução/X Piers Morgan)
Foto: Canaltech

"Ele está mentindo e eles [Netflix] estão mentindo. Eles consideraram isso uma história verdadeira, ele também, e não é. Descaradamente não é."

Fiona Harvey, sobre os eventos da série 'Bebê Rena'

Segundo Fiona, os eventos da série aumentam o que aconteceu de fato. Ela diz que não mandou mais de 40 mil e-mails para Gadd, não aterrorizou seus pais, e não se intrometeu em seus shows de stand-up. Ela ainda diz que tampouco agrediu a ex-namorada de Gadd ou foi presa por perseguição — conforme mostrado no último episódio da minissérie.

A mulher chegou a admitir ter enviado algumas "e-mails de brincadeira" para o comediante, mas alegou que viu Richard apenas umas cinco ou seis vezes na vida e que ele está "completamente maluco" em apresentar o programa como se fosse baseado em uma história real. Harvey afirma que teria enviado, no total, "menos de 10 e-mails" para Gadd e diz que não assistiu à série da Netflix.

"Acho que eu ficaria doente. Isso já tomou conta da minha vida, e acho bem obsceno. É horrível e misoginista. Ele está ganhando dinheiro com a minha desgraça. Está ganhando dinheiro com inverdades. Ele é misógino."

Netflix alega proteção da identidade de Martha

Foto: Divulgação/Netflix / Canaltech

Sucesso absoluto da Netflix, Bebê Rena se vendeu como tendo sido inspirado em uma história verdadeira, e segue os passos de Donny Dunn (Richard Gadd), um aspirante a comediante que trabalha como bartender em um pub e conhece Martha, uma mulher solitária, que se torna sua stalker.

Embora tanto o serviço de streaming quanto o próprio Richard Gadd aleguem que tomaram todas as precauções necessárias para preservar a identidade dos envolvidos, o sucesso do show movimentou a internet e fez com que alguns usuários começassem uma caçada online para encontrar essas pessoas.

Utilizando informações mostradas pelo próprio seriado como idade, nacionalidade, formação acadêmica, local em que mora, semelhança física e histórico criminal, alguns usuários chegaram até o perfil de Fiona Harvey, que correspondia aos dados da Martha do show.

De acordo com a advogada, desde então ela não teve mais sossego e chegou até mesmo a receber ameaças de morte, além de mensagens de abuso online. Uma situação que a "forçou" a vir a público, mostrar o rosto e contar a sua versão da história.

A Netflix, por sua vez, alega que precisou equilibrar a preservação da identidade dos personagens com a veracidade da história, já que, alterar informações tão primordiais influenciaria na autenticidade da trama.

"Não queríamos anonimizar isso ou torná-lo genérico a ponto de não ser mais a história dele, porque isso prejudicaria a intenção por trás do programa", disse Benjamin King, diretor sênior de políticas públicas da empresa, em uma audiência no Parlamento do Reino Unido.

Bebê Rena chegou ao catálogo da Netflix em 11 de abril. Desde então, a minissérie entrou para o topo do ranking de produções mais vistas do streaming em 30 países e foi aclamada pela crítica internacional, levando a Netflix a inscrevê-la em três categorias do Emmy 2024.

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