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Audrey Hepburn recusou viver Anne Frank por traumas na 2ª Guerra Mundial, revela biografia

Novo livro autorizado sobre a atriz afirma que ela desistiu do papel na adaptação cinematográfica de O Diário de Anne Frank (1959)

4 ago 2026 - 12h19
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Audrey Hepburn (Bonequinha de Luxo) quase viveu Anne Frank na adaptação cinematográfica de O Diário de Anne Frank (1959), mas recusou o papel porque os traumas vividos durante a Segunda Guerra Mundial tornaram a experiência emocionalmente insuportável.

Audrey Hepburn recusou viver Anne Frank por traumas na 2ª Guerra Mundial, revela biografia (Archive Photos Bill Tompkins Getty Images)
Audrey Hepburn recusou viver Anne Frank por traumas na 2ª Guerra Mundial, revela biografia (Archive Photos Bill Tompkins Getty Images)
Foto: Rolling Stone Brasil

A revelação está no livro Intimate Audrey: An Authorized Biography, escrito por seu filho, Sean Hepburn Ferrer, em parceria com a autora Wendy Holden. Segundo a biografia, Hepburn passou a adolescência na Holanda durante a ocupação nazista. Ela enfrentou a fome extrema, quase morreu de desnutrição e viu amigos e familiares desaparecerem em meio à invasão alemã.

O livro relata ainda que, em 1946, quando tinha apenas 17 anos, Audrey recebeu de um editor de Amsterdã o manuscrito de uma obra intitulada The Secret Annex, que mais tarde seria publicada como O Diário de Anne Frank. A leitura teve um impacto profundo sobre a jovem atriz.

De acordo com o relato reproduzido na biografia, Hepburn dizia que Anne Frank havia descrito exatamente o que ela própria viveu. Audrey também lembrava que, assim como Anne, perdeu a liberdade durante a guerra e passou anos confinada, cercada pelo medo e pela incerteza. "Ela escreveu sobre a natureza, a vida e o amor da mesma forma que eu sentia. Foi como reviver toda aquela época."

Depois do sucesso de A Princesa e o Plebeu (1953) e Sabrina (1954), o diretor George Stevens e o estúdio 20th Century Fox passaram a considerar Audrey Hepburn como a principal candidata para interpretar Anne Frank na adaptação para os cinemas.

Entretanto, ao reler o diário antes de aceitar o convite, a atriz voltou a ser profundamente afetada pelas lembranças da guerra. Segundo Sean Hepburn Ferrer e Wendy Holden, Audrey ficou emocionalmente devastada após a nova leitura, sofrendo crises de choro e pesadelos durante vários dias. Diante disso, decidiu recusar o papel. A personagem acabou sendo interpretada por Millie Perkins no filme lançado em 1959.

O Diário de Anne Frank recebeu oito indicações ao Oscar e conquistou três estatuetas, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante para Shelley Winters, além dos prêmios de Melhor Direção de Arte e Melhor Fotografia.

Enquanto isso, Audrey Hepburn seguiu construindo uma das carreiras mais importantes da história do cinema, estrelando clássicos como Bonequinha de Luxo (1961), Minha Bela Dama (1964) e Sabrina (1954).

Nos últimos anos de vida, Hepburn dedicou-se ao trabalho humanitário como embaixadora da UNICEF, frequentemente citando palavras de Anne Frank em discursos e ações da organização. Segundo a biografia, a atriz costumava dizer que a guerra mudou sua forma de enxergar o mundo. "A guerra me deixou um conhecimento profundo do sofrimento humano. As coisas que vi durante a ocupação me tornaram muito realista sobre a vida, e continuei sendo assim desde então."

Audrey Hepburn morreu em 1993, aos 63 anos, vítima de um câncer de cólon.

Fonte: EW

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