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Ator diz que Zuckerberg é muito mais interessante que o Facebook

3 dez 2010 - 13h11
(atualizado às 13h33)
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Aos 27 anos, Jesse Eisenberg conseguiu chegar ao estrelato fazendo papéis dramáticos em pequenas pérolas como A Lula e a Baleia e garotos tão inteligentes quanto suaves como os de Adventureland e Zumbilândia. Mas a recriação de Mark Zuckerberg é sua obra-prima. O ator consegue reproduzir na tela o ritmo alucinado do roteiro de Aaron Sorkin sem deixar de revelar o lado triste, solitário e angustiado do site de relacionamento social Facebook. O homem que pode ter 500 milhões de amigos virtuais não tem a menor ideia de como se relacionar com seres humanos à sua volta. Não por acaso Eisenberg é mencionado em todas as listas dos especialistas como provável indicado ao Oscar. Confira abaixo uma entrevista exclusiva com o ator.

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Qual a sua impressão, agora que o filme já está pronto, sobre Eduardo Saverin, o brasileiro que teria sido um dos criadores do Facebook?

Eu passei cinco meses filmando. Cinco meses defendendo a posição do meu personagem (risos). No filme, Mark perdeu um grande amigo e A Rede Social é uma dramatização da criação de uma rede de relacionamentos que conquista o mundo ao mesmo tempo em que impossibilita a amizade de dois de seus criadores. Eu sinto uma afeição muito grande pelo Eduardo, é difícil falar sobre a parte jurídica do conflito dos dois, porque não entendo muito disso, mas foi impossível, especialmente pela maneira como Andrew (Garfield) escolheu fazer o Eduardo, não sentir uma grande simpatia por ele. Agora, me diz, você já sabia da história Eduardo antes de ver o filme?

Sim, no Brasil ele é conhecido como "o brasileiro que foi trapaceado pelo Zucjerberg".

Engraçado. Faz sentido.

É mais difícil para um ator viver no cinema um personagem que existe de carne e osso, como o Mark?

O processo é um pouco diferente. Pesquiso muito para fazer meus personagens, leio tudo o que posso, com o objetivo de criar um ser completo. No caso de Rede Social vi vídeos e fotos de Mark, entrevistas que ele deu, perfis escritos sobre ele. Guardei tudo em meu iPod e todos os dias, antes de ir para as filmagens, ouvia e via um pouco daquele material, o que me ajudou muito. Mas a fonte primordial foi o roteiro, que é fenomenal. O Aaron (Sorkin) criou um personagem incrível e complicado.

E o trabalho com David Fincher, há algo específico sobre o estilo do diretor de O Clube da Luta?

Ele é específico em cada detalhe, cada momento. Originalíssimo. Ele pensa cada quadro do filme. Nos momentos em que não estava em cena, fiz questão de ficar sentado perto dele para observar ele trabalhando. Certa vez ele repetiu 60 vezes o movimento de um ator com uma caneta. Parece preciosismo, mas não é, é a busca do efeito exato, da perfeição.

Você teve algum receio de protagonizar um filme tão emblemático quanto A Rede Social?

Só consigo pensar sobre o meu personagem, não o tamanho do filme, isso é para os editores, diretores e roteiristas decidirem. Para mim todo o excitamento foi o de poder criar este personagem que, por um lado, criou o site de relacionamento social mais importante do planeta e por outro, um ser passivo e isolado. Um personagem absolutamente fascinante. O que acontece com Zuckerberg é muito mais interessante do que simplesmente a história do Facebook.

Foto: Divulgação
Fonte: Especial para Terra
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