Apaixonado pela família, Leandro Hassum declara: 'Grande motor dessa engrenagem'
Estrela de O Rei da Feira, Leandro Hassum volta aos cinemas nesta quinta, 4, e conta à CARAS Brasil como a família o apoia em seus 37 anos de carreira
Apaixonado pela esposa, filha, neta e por sua profissão, Leandro Hassum (51) segue usando seu talento para fazer o público rir e se emocionar. Isso não é diferente em seu novo filme, O Rei da Feira, que estreia nos cinemas nesta quinta-feira, 4, e promete, além de boas risadas, uma mensagem potente sobre um dos pilares do artista: a família.
"Sou muito família, e o que o filme traz é: 'Eu falo mal da minha, mas ninguém mais pode'", conta, em entrevista à CARAS Brasil. Na trama, Leandro Hassum interpreta Monarca, policial honesto que trabalha na feira e tem uma conexão com o mundo espiritual. Ao se deparar com a morte de um dos feirantes, ele decide descobrir o que aconteceu —também para se livrar do espírito do morto.
Ao longo da história, as relações do protagonista com os espíritos, seus familiares e amigos são exploradas de maneira cômica, propondo reviravoltas e até mesmo reflexões para o público, de maneira leve. "A feira é suco de Brasil, e conseguimos ter isso. É uma comédia de muita identificação, e ao mesmo tempo, que te leva para lugares diferentes. É um filme que precisa ser visto no cinema."
O projeto integra uma leva de filmes que Hassum protagonizou neste ano. Hoje, vivendo nos Estados Unidos, ele afirma que o maior desafio não está nas filmagens, mas sim, na distância de casa. Com 37 anos de carreira, sendo 32 deles atuando profissionalmente, o ator assegura que a chave para o sucesso está na parceria com a esposa, Karina (46). "Ela é o grande motor dessa engrenagem."
"Não dá para ter os dois mundos, foi uma escolha minha morar aqui. Não é uma reclamação, mas vivo essa distância", afirma. "Em alguns momentos dói muito a saudade. Mas, a dor é passageira, o filme é eterno. Quando tem uma parceria boa, sabemos que a nossa família vai estar nos esperando de braços abertos, com o nosso prato preferido no dia em que a gente chega, e fazer valer à pena."
O artista explica que construiu um núcleo familiar que se apoia e entende os momentos de saudade. Pai de Pietra (25) e avô de Aurora, ele vê na relação da filha com o marido, o DJ Caio Hara, uma continuidade do acordo bonito que tem com a esposa.
"Minha filha é uma mulher de 25 anos, já é mãe. Mas, ela sabe a hora que eu preciso que ela me ligue e mostre minha neta andando", conta. "Perdi muita coisa da vida da minha filha porque estava em turnê, viajando… Não tínhamos grana para ter babá, minha mulher segurava a onda. E hoje é a minha filha."
O DOM DE FAZER RIR
Neste ano, Hassum completa 37 anos desde que começou a atuar. Com a agenda cheia de projetos e milhões de fãs —apenas no Instagram são mais de 2 milhões de seguidores—, ele afirma que o segredo para o sucesso é não se levar tão a sério.
"Eu não me levo a sério, não levo essa carreira a sério. Sou o mesmo cara que começou no teatro amador, fazendo para três pessoas na plateia. Faço meus filmes de hoje com o mesmo empenho, se bem que o corpo dói mais [risos]. Porque eu vou mudar? Porque agora me acho mais do que alguém? Não tenho super poder nenhum. Eu tenho um dom que é fazer rir, eu só sei fazer isso. E eu pretendo continuar fazendo isso. Só sou o que eu sou, porque continuei sendo o que eu sempre fui."
Ele reconhece o privilégio do sucesso e de poder viver da própria arte, e explica que isso vem com uma responsabilidade social. Por outro lado, também entende os desafios de ter a vida exposta. "Às vezes é chato mesmo. Quando passei pelo processo da minha bariátrica, há quase 11 anos, não podia ir na praia porque, se eu tirava a camisa, alguém queria tirar foto para ver como estava o meu corpo. Isso é insuportável sim. Um dos motivos de eu querer morar fora foi para eu poder ser comum."
Apesar disso, ele assegura que sente falta do Brasil e de ser reconhecido pelo seu trabalho, que não deve parar tão cedo. "Se um dia eu tiver que ficar aqui e não tiver trabalhos para mim no Brasil, acho que eu enlouqueço. Eu amo a minha arte, amo o que eu faço. Amo tirar riso e amo emocionar."
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