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Ed Sheeran diz que exclusão de Macklemore da turnê nos EUA não foi decisão sua

15 set 2026 - 18h48
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Resumo
Ed Sheeran afirmou que a exclusão de Macklemore de sua turnê nos EUA foi decidida pela promotora Messina Touring Group, e não por ele, após donos de casas de shows ameaçarem cancelar as datas. O veto ocorreu pelas declarações pró-Palestina do rapper em Nova Jersey, que geraram críticas de grupos pró-Israel e acusações de antissemitismo — negadas pelo músico. Sheeran disse respeitar as convicções de Macklemore, mas destacou que prefere não usar seus palcos para manifestações políticas.

O astro pop Ed ‌Sheeran afirmou nesta terça-feira que a exclusão do rapper norte-americano Macklemore de sua turnê nos EUA não foi uma decisão sua, mas sim do promotor da turnê, embora tenha diferenciado sua abordagem política da de Macklemore.

Macklemore foi retirado da ⁠turnê de Sheeran nos EUA após seus comentários pró-palestinos e ‌suas declarações "Palestina Livre" durante um show realizado em 4 de setembro em Nova Jersey.

"A saída de Macklemore da turnê ‌foi decisão do promotor, não foi ‌minha", disse Sheeran no Instagram.

A Messina Touring Group, promotora ⁠da etapa norte-americana da "Loop Tour" de Sheeran, informou à revista "Rolling Stone" que os proprietários dos locais das próximas datas da turnê nos EUA notificaram os promotores de que não permitiriam a realização de um show com Macklemore no elenco.

Macklemore ‌há muito tempo é pró-palestino e critica o ataque de Israel ‌a Gaza e ⁠a ocupação da ⁠Cisjordânia.

Em 2024, Macklemore lançou "Hind's Hall", um hino de protesto em solidariedade aos ⁠manifestantes pró-palestinos e em ‌memória da menina palestina ‌Hind Rajab, de cinco anos, morta por tropas israelenses em Gaza.

Sheeran disse que respeitava a "determinação de Macklemore em se levantar e defender aquilo em que acredita", mas ⁠que sua abordagem era não usar sua "plataforma profissional para fins políticos". Sheeran afirmou que as casas de show das próximas datas da turnê o alertaram que cancelariam os shows por causa da presença de ‌Macklemore.

Macklemore recebeu apoio de grupos de defesa pró-palestinos e de políticos. Grupos pró-Israel e a cantora norte-americana Pink, que ⁠é judia, o criticaram, afirmando que tais comentários em um show correm o risco de comprometer a segurança de judeus e de pessoas pró-Israel nesses eventos.

Eles também apontam para uma fantasia que Macklemore usou em 2014, que incluía uma peruca preta, barba e um nariz adunco falso, o que, segundo os críticos, explorava estereótipos antissemitas. Macklemore posteriormente se desculpou por essa fantasia.

Macklemore negou na segunda-feira que seus comentários no show fossem antissemitas, afirmando que confundir antissemitismo com críticas às ações de Israel tem como objetivo evitar que Israel preste contas.

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