Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Dormência nos genitais: entenda os sinais e como trata

Dormência nos genitais causa preocupação imediata, mesmo quando aparece de forma passageira. Em muitos casos, esse sintoma se liga a fatores simples, como pressão prolongada na região ou posição inadequada ao sentar. Em outros, porém, ele se relaciona a alterações nervosas, hormonais ou circulatórias que exigem avaliação médica. Por envolver uma área íntima, muitas pessoas […]

14 jan 2026 - 16h01
Compartilhar
Exibir comentários

Dormência nos genitais causa preocupação imediata, mesmo quando aparece de forma passageira. Em muitos casos, esse sintoma se liga a fatores simples, como pressão prolongada na região ou posição inadequada ao sentar. Em outros, porém, ele se relaciona a alterações nervosas, hormonais ou circulatórias que exigem avaliação médica. Por envolver uma área íntima, muitas pessoas adiam a busca por ajuda. Dessa forma, elas podem atrasar o diagnóstico de problemas importantes.

De forma geral, a pessoa descreve a dormência genital como sensação de "anestesia", formigamento ou perda parcial de sensibilidade ao toque. Em alguns casos, ela também percebe dificuldade em notar estímulos que antes pareciam claros. Tanto homens quanto mulheres podem apresentar esse quadro em qualquer fase da vida adulta. Além disso, a intensidade varia bastante entre os indivíduos. Em alguns casos, o sintoma surge de forma súbita e desaparece rapidamente. Em outros, ele persiste por dias ou semanas e interfere em atividades do dia a dia, incluindo a vida sexual.

pênis – depositphotos.com / catinsyrup
pênis – depositphotos.com / catinsyrup
Foto: Giro 10

Dormência nos genitais: o que é exatamente esse sintoma?

A dormência genital, também chamada de parestesia genital, corresponde a uma alteração na forma como os nervos da região transmitem as sensações ao cérebro. Em vez da sensibilidade habitual, a pessoa sente redução do tato ou sensação de "algodão" ao tocar a pele. Além disso, ela pode perceber formigamento ou até uma mistura de áreas adormecidas com pontos de hipersensibilidade. Em situações mais intensas, a pessoa relata dificuldade para perceber prazer, pressão, calor ou frio na área.

Na prática clínica, esse sintoma envolve não apenas pênis, vulva e clitóris, mas também períneo, ânus e parte interna das coxas. Isso ocorre sobretudo quando diferentes ramos nervosos sofrem alteração. A dormência nos genitais pode se mostrar temporária, principalmente quando surge por compressão momentânea dos nervos. No entanto, em outros casos, o quadro se mantém de forma persistente, o que indica possível lesão estrutural, inflamação ou doença sistêmica. Por isso, o profissional de saúde precisa entender o contexto em que o sintoma surgiu para direcionar a investigação. Dessa maneira, ele seleciona melhor os exames e o tratamento.

Quais são os principais sintomas associados à dormência genital?

Além da sensação de adormecimento em si, a dormência nos genitais costuma vir acompanhada de outros sinais. Esses sinais ajudam a identificar a causa provável. Em muitos casos, esses sintomas aparecem em conjunto e variam conforme o sexo, a idade e o estado geral de saúde. Portanto, observar com atenção o padrão das queixas facilita a comunicação com profissionais de saúde e contribui para um diagnóstico mais preciso.

Entre os sintomas mais relatados estão:

  • Formigamento ou "choquinhos" na região genital;
  • Redução da sensibilidade ao toque, ao calor ou ao frio;
  • Sensação de peso ou pressão na pelve ou períneo;
  • Dificuldade para sentir excitação sexual ou prazer;
  • Desconforto ao sentar por longos períodos, sobretudo em cadeiras duras ou selins estreitos;
  • Dor em queimação, pontada ou ardência, que pode surgir junto com a dormência;
  • Alterações urinárias ou intestinais, como urgência, escapes ou dificuldade para esvaziar bexiga e intestino, em quadros mais graves.

Quando a dormência genital aparece acompanhada de perda de força nas pernas ou dificuldade para caminhar, o quadro exige atenção imediata. Da mesma forma, perda de controle urinário ou intestinal e alteração brusca na sensibilidade das coxas e nádegas indicam possível urgência. Nesses casos, a pessoa deve buscar atendimento médico rápido, de preferência em serviço de urgência ou pronto-socorro.

O que pode causar dormência nos genitais?

As causas de dormência genital mostram grande variedade e vão desde situações cotidianas até doenças neurológicas mais complexas. Uma parte considerável dos casos se relaciona à compressão do nervo pudendo, que conduz a sensibilidade de grande parte da região íntima. Essa compressão ocorre com frequência em quem passa horas sentado em superfícies duras ou pedala longas distâncias com selim inadequado.

Outros fatores que contribuem para a dormência nos genitais incluem:

  • Problemas na coluna lombar ou sacral, como hérnia de disco, estenose de canal e artrose, que afetam raízes nervosas ligadas à área pélvica;
  • Diabetes e outras formas de neuropatia periférica, que comprometem a condução dos impulsos nervosos;
  • Alterações circulatórias, com redução do fluxo de sangue para a região genital, muitas vezes ligadas a tabagismo, colesterol alto ou doenças vasculares;
  • Traumas locais ou cirurgias pélvicas e urológicas, que podem lesar nervos ou gerar cicatrizes que comprimem estruturas;
  • Doenças neurológicas centrais, como esclerose múltipla, que alteram a percepção de sensações em várias partes do corpo, inclusive na área genital;
  • Alterações hormonais, especialmente em mulheres no climatério e menopausa, que reduzem lubrificação e sensibilidade;
  • Fatores psicossomáticos, em que ansiedade intensa, estresse ou depressão modificam a forma como o corpo percebe os estímulos;
  • Uso de alguns medicamentos, como certos antidepressivos, ansiolíticos ou drogas que interferem na condução nervosa.

Além desses fatores, surgem também situações específicas, como a chamada "síndrome do ciclista". Nesse quadro, o contato prolongado com o selim comprime nervos e vasos da região perineal. Assim, muitos ciclistas relatam dormência, formigamento ou até dificuldade temporária de ereção após longos percursos. Nesses casos, ajustes no equipamento e na postura costumam trazer alívio progressivo. Em alguns pacientes, a equipe recomenda alternar estilos de pedal, reduzir o tempo contínuo sentado e fortalecer o core para distribuir melhor o peso.

Como é feito o diagnóstico da dormência genital?

O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada da história do sintoma. O profissional pergunta quando ele surgiu, se aparece de forma constante ou intermitente e se piora ao sentar, pedalar ou após esforço físico. Além disso, ele investiga outros sinais associados, como dor lombar, alterações urinárias ou mudanças na função sexual. Informações sobre doenças pré-existentes, como diabetes e problemas de coluna, também se mostram fundamentais.

Com base nessas informações, o profissional solicita exames complementares, quando necessário. Esses exames podem incluir:

  1. Exame físico e neurológico, que avalia sensibilidade, reflexos e força muscular na região pélvica e membros inferiores;
  2. Ressonância magnética da coluna lombossacra ou pelve, para investigar hérnias, compressões ou lesões estruturais;
  3. Exames de sangue, que avaliam glicemia, função hormonal e marcadores de inflamação;
  4. Estudos de condução nervosa ou eletroneuromiografia, quando o médico suspeita de neuropatia periférica;
  5. Avaliação urológica, ginecológica ou proctológica, conforme a localização e o tipo de sintoma.

Em situações em que a dormência genital se relaciona principalmente a fatores emocionais, o médico pode recomendar avaliação com profissionais de saúde mental. Em alguns casos, a integração entre neurologia, fisioterapia e psicologia melhora muito o resultado. Assim, o tratamento alcança não apenas o nervo, mas também o impacto do sintoma na qualidade de vida e na sexualidade.

Quais são as opções de tratamento para dormência nos genitais?

O tratamento da dormência genital depende diretamente da causa identificada. Quando o sintoma se liga à compressão mecânica, como em casos de longos períodos sentado ou uso intenso de bicicleta, medidas simples costumam gerar melhora progressiva. Entre as principais abordagens estão:

  • Ajustes posturais: fazer pausas ao longo do dia para levantar, alongar e mudar de posição; usar cadeiras com melhor apoio e almofadas específicas;
  • Adequação de equipamentos esportivos: para ciclistas, trocar o selim por modelos ergonômicos, ajustar altura e inclinação e reduzir o tempo contínuo de pedal;
  • Fisioterapia pélvica e da coluna: realizar exercícios para fortalecer musculatura do core, melhorar alinhamento da coluna e reduzir compressões nervosas;
  • Controle de doenças crônicas, como diabetes, com foco em estabilizar níveis de glicose e proteger nervos periféricos;
  • Uso de medicamentos específicos para dor neuropática ou inflamação, sempre com prescrição profissional;
  • Terapia hormonal, quando indicada, especialmente em mulheres com queixas associadas a alterações do climatério;
  • Acompanhamento psicológico ou psiquiátrico quando ansiedade, estresse ou depressão influenciam de forma importante o quadro.

Em alguns quadros, o médico indica procedimentos mais invasivos, como infiltrações guiadas por imagem ou cirurgias descompressivas. Essa indicação ocorre sobretudo quando exames comprovam compressão severa de nervos na coluna ou na pelve. A equipe decide de forma individualizada e considera idade, estado geral de saúde, intensidade dos sintomas e impacto na qualidade de vida.

De forma geral, a dormência nos genitais representa um sinal que merece atenção. Isso vale principalmente quando o sintoma persiste, piora com o tempo ou surge acompanhado de outros sinais neurológicos ou urinários. A busca por avaliação especializada facilita o controle do quadro e reduz o risco de complicações. Dessa forma, a pessoa retoma as atividades cotidianas com maior segurança e melhora o bem-estar sexual e emocional.

pênis – depositphotos.com / catinsyrup
pênis – depositphotos.com / catinsyrup
Foto: Giro 10
Giro 10
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade