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Festival do Rio 2017: Protagonista de O Nome da Morte, Marco Pigossi fala do homem como 'produto do meio'

Na disputa pelo Troféu Redentor, longa é baseado na história real do pistoleiro de vida dupla que matou 492 pessoas. Mas 'tem muito humor', garante o diretor.

9 out 2017
21h17
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O Nome da Morte, terceiro longa a entrar na disputa pelo Troféu Redentor, do Festival do Rio, é baseado em uma história real, comandado por Henrique Goldman, mesmo diretor de Jean Charles. Na trama, Júlio Santana, vivido por Marco Pigossi é um bom pai de família, religioso e carinhoso com a esposa. Eles só não sabiam que o cidadão já tinha matado 492 pessoas.

Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Vivendo uma vida dupla, Júlio fazia de tudo para que seus "negócios" não atrapalhassem o bom convívio familiar. Qualquer semelhança com Walter White, o protagonista de Breaking Bad, é... mera coincidência mesmo. "O Julio vem de um país sem cultura, sem formação, sem oportunidades, sem possibilidades" , adianta Pigossi, em sua estreia nos cinemas.



"No meio da minha pesquisa, eu conheci uma pessoa envolvida nessa questão

[pistolagem]

e ele falou uma coisa que foi fundamental para eu entender a construção desse personagem. Ele disse: 'o ser humano é um produto do meio onde ele

veve

'"

, atestou o ator.

"É igual a um cachorro: se ele é treinado para atacar, ele ataca. Se ele é treinado para não atacar, ele não ataca"

, concluiu.

Fabiula Nascimento, que interpreta Maria, a esposa de Julio, engrossa o coro: "Não necessariamente elas têm uma curva de maldade. Ou um gen de gente ruim. É uma profissão. E é muito louco uma pessoa assimilar isso como normal" .



"É muito fácil acusar, julgar. Mas e a culpa de cada um de nós pelo que está acontecendo no mundo? Cadê a culpa dos fabricantes de armas? Cadê a culpa dos governos? Cadê a culpa de quem vota?"

, provocou o diretor, na estreia do filme na noite do último domingo na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Apesar da temática pesada, no entanto, Goldman garante que "é um filme que tem muito humor. Porque a vida é ridícula. A vida de um pistoleiro também é ridícula. E a tragédia pode ser engraçada também" , surpreendeu o cineasta, que buscou inspiração no cinema independente norte-americano.

O Nome da Morte ainda não tem data para chegar aos cinemas brasileiros.


AdoroCinema

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